Bruno Arruda, Patricia Autran e Jesus Hernandez são sócios da startup. Foto: divulgação.

A startup Resolvvi, focada em reivindicar indenizações por problemas com companhias aéreas, recebeu um aporte de R$2,2 milhões liderado pela DOMO Invest, GVAngels e Bossa Nova Investimentos.

Em 2018, a empresa cearense já havia recebido R$150 mil da aceleradora WOW.

Em nota, a Resolvvi afirma que a nova rodada “representa aliar capital com um forte conhecimento em negócios B2C e B2B”, e, de maneira mais prática, que pretende investir na expansão da equipe de engenheiros.

“Enxergamos que, além do valor aportado em si, temos muito a ganhar com a entrada desses três novos players no negócio. Queremos terminar este ano nos confirmando como os líderes nacionais em nosso mercado”, afirma Bruno Arruda, CEO da startup.

Já para 2020, a ideia é começar a expansão de serviços para outras áreas. 

“A eficiência tecnológica da plataforma usada pela startup é evidente e, por isso, resolvemos embarcar nesse desafio aportando, além de capital, conhecimento e networking. Afinal, o setor aéreo segue aquecido no Brasil e tende a crescer ainda mais com a chegada de players internacionais”, afirma Rodrigo Borges, sócio da DOMO Invest.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), cerca de 11,57% dos voos são cancelados no Brasil por ano, o que equivale a um total de 112 mil voos. Com isso, cerca de 12,1 milhões de consumidores são atingidos anualmente.

"Eu sempre tive a Resolvvi no meu radar. Acompanhei a evolução do negócio e, quando eles ajustaram o modelo atual, entramos. Tenho muita confiança no time e acredito na solução em relação ao problema que resolvem", conta João Kepler, Partner da Bossa Nova.

Criada em 2017, a startup conta com três sócios. Bruno Arruda (CEO) e Patricia Autran (CMO) são engenheiros de produção e Jesus Hernandez, que ocupa o cargo de COO, é advogado.

O serviço da Resolvvi consiste no intermédio da compensação em situações de voos atrasados, cancelados, overbooking e extravio de bagagem. 

Todo o atendimento é feito online e, para utilizar a plataforma, o usuário deve fornecer um print da passagem do voo cancelado. Os clientes só pagam se ganharem a causa.

A Resolvvi não está sozinha no nicho de intermediação de indenização para passageiros. Também competem no mercado a Quick Brasil, de Belo Horizonte, e a Liberfly, de Vitória.