Paul Hermelin, chairman e CEO da Capgemini. Foto: divulgação

A Capgemini Brasil vai abrir uma nova unidade de BPO no país, em Blumenau, como parte da estratégia que envolve investimento de mais de € 2 milhões para ampliar a operação nacional, especialmente em terceirização de processos de negócios, até 2015.

A unidade catarinense inicia com 400 profissionais e capacidade para até 1,2 mil, segundo matéria do ComputerWorld, e uma carteira de clientes como Grupo Algar.

A nova divisão de BPO se soma à que a emrpesa mantém desde 2009 em Campinas, onde atuam mais de 1 mil profissionais.

Conforme declarou Roberto Cerqueira, vice-presidente da Capgemini BPO, em coletiva na França nesta quarta-feira, 14, a expectativa é somar, até 2015, três mil colaboradores entre o interior paulista e Santa Catarina.

A lista de clientes de BPO da empresa no país também traz nomes como Avon, Nokia Siemens e Unilever.

No Brasil, onde fortaleceu a operação com a compra da CPM Braxis há dois anos, a Capgemini projeta uma estratégia de crescimento para 2013 baseada em alguns setores chave, como cloud computing e mobilidade, para verticais como finanças, governo, Telecom, infraestrutura e utilities.

Segundo declarou na coletiva Paul Hermelin, chairman e CEO da multinacional, virtualização, smart grid, big data e colaboração também estão no foco, via parceiros como SAP, EMC, Cisco, VMWare e Microsoft.

Atualmente, 50% dos clientes da empresa no país são da área financeira, segundo José Luiz Rossi, CEO da Capgemini no Brasil.

Já as Teles ficam com fatia de 20%, órgãos públicos com 10% e as demais verticais, com os 20% restantes, no que se inclui o SMB, onde a companhia projeta crescer, especialmente com oferta de cloud.

Globalmente, a Capgemini faturou € 9,7 bilhões em 2011.

Nisso, os serviços de TI representaram mais de 45% dos ganhos totais, seguidos por outsourcing, com 37,5%, informa o ComputerWorld.

O governo é a maior vertical na receita geral da empersa, com 24,3% de participação no ano passado.

Logo depois vêm finanças, com 20,8%, e energia, com 10,8%.

Regionalmente, a empresa cresceu 20% este ano na América do Norte, registrando ampliação de 1% em relação a 2011 (19%).

Na Europa, o crescimento foi de 72%, contra 74% do ano passado, em função da crise econômica.

Nos BRICs, a companhia cresceu 8% em 2012, 1% a mais do que e, 2011, e nisso o Brasil contribuiu bastante, segundo Rossi.

Para ele, o país foi essencial para o salto de expansão geral da companhia, de 2% em 2010 para 7% em 2011.