Loja da Magazine Luiza.

O Magazine Luiza tomou a decisão de criar uma quinta posição no board de diretores da empresa para André Fatala, diretor do Luiza Labs, o centro de inovação da varejista.

Fatala é o novo diretor executivo de tecnologia, comandando todos os 270 colaboradores da área na empresa.

A promoção significa uma mudança no organograma da área de tecnologia da empresa, que até então tinha Fatala e o CIO Marcelo Koji Taharano mesmo nível hierárquico, com equipes de tamanho similar.

Fatala e Tahara trabalhavam dentro de um esquema que poderia ser descrito como “bi-modal”, para usar um dos termos do momento popularizado pelo Gartner.

Tahara lidera o lado de TI mais tradicional, com suporte aos sistemas legados de back office, governança e controle de qualidade. 

Já Fatala ficou à frente de novos projetos, muitos focados em e-commerce, como a plataforma de lojas personalizadas em redes sociais Magazine Você, o serviço de listas de casamento Quero de Casamento e o aplicativo da companhia. 

Ambos profissionais tem uma trajetória similar dentro da companhia. Tahara ingressou na empresa em 2001, com um currículo que incluía passagem pelas gerências de TI da Braskem, GVT e IG.

Ficou no mesmo cargo no Magazine Luiza por dois anos, até ser promovido para CIO em dezembro de 2012.

Já Fatala entrou na empresa um pouco antes, em 2010, como especialista de TI, passando para gerente de pesquisa e desenvolvimento e assumindo o Luiza Labs em 2014.

O Luiza Labs, no entanto, adquiriu muita visibilidade pública nos últimos tempos, com direito a uma matéria na Isto É Dinheiro na qual o presidente do Magazine, Frederico Trajano, comentava sobre as inovações trazidas pela área, incluindo a possibilidade usar calças jeans no trabalho, logo ampliada para toda companhia.

O centro de inovação fica em um galpão de dois andares próximo à sede do Magazine Luiza, na Zona Norte de São Paulo, funcionando ao estilo Vale do Silício.

A empolgação com tecnologia tem que ver também com o balanço. 

O Magazine Luiza teve em 2015 um faturamento de R$ 10,5 bilhões, recuo de 8,7% em relação a 2014. 

Por outro lado, o e-commerce da companhia teve um aumento de 19,1% no último trimestre de 2015, passando a representar 21,1% do faturamento total da companhia no período.

Para os profissionais de TI, fica a lição sobre o futuro da carreira.  egundo um estudo da PwC, apenas 6% das grandes empresas tem um nos seus organograma os chamados Chief Digital Officers, um novo integrante do nível C com o perfil profissional de Fatala. 

Mas a IDC aponta que, até 2020, 60% dos gestores de tecnologia da informação serão substituídos por CDOs para a entrega de produtos de TI focados no processo de digitalização dos negócios.