Telefônica aposta em nuvem privada baseada em OpenStack. Foto: Divulgação.

A Telefônica Brasil vai usar o Charmed, versão da Canonical da plataforma de computação na nuvem open source OpenStack, como base de uma nuvem privada na qual a operadora vai rodar o sistema de cobrança online.

O projeto é o primeiro com a tecnologia no Brasil e foi iniciado em agosto de 2020.

A cobrança online é onde os 76 milhões de assinantes móveis da Telefônica podem controlar em tempo real de seu consumo de dados e de minutos de chamada de voz.

Em nota, a Canonical afirma que a Telefônica escolheu a sua versão do OpenStack no lugar de um ambiente virtualizado convencional visando “escalabilidade futura” e “um planejamento de longo prazo”.

“A migração de nosso aplicativo OCS para a nuvem nos dará a estrutura e a agilidade que precisamos para oferecer as melhores soluções para nossos clientes de maneira consistente”, comentou o chefe de plataformas pré-pagas e OCS da Telefônica Brasil, Flavio Matiello. 

Como o OCS requer grande proximidade com a rede, as nuvens serão distribuídas geograficamente pelo Brasil. Essa arquitetura fornece a baixa latência necessária para atender às necessidades da ampla base de clientes da Telefônica e foi um fator-chave na seleção de uma infraestrutura de nuvem privada.

Além de ser construída na Charmed OpenStack, a nuvem OCS da Telefônica utilizará as ferramentas de código aberto da Canonical para automatizar a implantação e as operações de sua infraestrutura. 

A empresa se beneficiará também da oferta Managed OpenStack, que oferece manutenção e suportes contínuos.

Fundada em 2004 na África do Sul, a Canonical é conhecida por ser a companhia por trás da distribuição de sistema operacional open source Ubuntu. 

A empresa é privada. Os últimos dados disponíveis são para o ano fiscal encerrado em março de 2018, no qual a empresa faturou US$ 110 milhões, com lucro de US$ 6,2 milhões.

A Canonical tem 28 funcionários no Brasil e não abre informações sobre a sua base de clientes.