O mercado brasileiro de PCs fechou 2016 com 4,5 milhões de máquinas vendidas. Foto: Pexels.

Depois de um 2015 fraco em vendas, com 6,6 milhões de equipamentos comercializados, o mercado brasileiro de PCs voltou a cair e fechou 2016 com 4,5 milhões de máquinas vendidas, o que representa uma queda de 31,7%. 

O número de unidades vendidas representa o menor volume desde 2004.

Os dados fazem parte do estudo IDC Brazil PCs Tracker Q4, realizado pela IDC Brasil. Do total de máquinas comercializadas, 2,8 milhões foram notebooks (queda de 30% na comparação com 2015) e 1,7 milhão foram desktops (queda de 35% na comparação com 2015). 

Ainda de acordo com o estudo, 3 milhões de computadores foram vendidos para o mercado doméstico e 1,5 milhão para o segmento corporativo.

“A venda de computadores em 2016 ficou dentro das nossas expectativas. Além da crise econômica que impactou o mercado, no ano passado houve mais interesse por smartphones, tablets e até por aparelhos televisores inteligentes, que oferecem a possibilidade de assistir a filmes e consumir entretenimento, em geral”, diz Pedro Hagge, analista de pesquisa da IDC Brasil.

Além da queda nas vendas, a receita com a venda de PCs também diminuiu  em 2016: o mercado todo faturou R$ 10,9 milhões ano passado, contra R$ 15,3 milhões em 2015. 

O tíquete médio dos computadores em 2016 foi de R$ 2.413, enquanto em 2015 foi de R$ 2.326 e, em 2014, foi de R$ 1.694. 

“A alta nos preços deve-se a fatores como a alta do dólar e a chegada ao mercado de equipamentos mais robustos. Antes os fabricantes brigavam para oferecer o menor preço, e hoje lutam por rentabilidade. O resultado é um mercado mais saudável e com equipamentos de melhor qualidade”, completa Hagge.

A tendência, segundo a IDC Brasil, é que o mercado se estabilize em 2017, mantendo os 4,5 milhões de computadores vendidos no ano passado. 

“Mesmo que a economia melhore, não devemos ter um incremento nas vendas este ano. O mercado de computadores é maduro e a vida útil das máquinas tem passado dos seis anos, já que a qualidade é melhor e o uso tem sido dividido com outros dispositivos”, finaliza Hagge.