A Airbus, com sede na França, é líder mundial na fabricação de aviões comerciais. Foto:

A Airbus vai mudar as ferramentas de comunicação e produtividade de toda sua força de trabalho, adotando a plataforma em nuvem G Suite, do Google. A empresa vai deixar de utilizar a linha on-premise Office, da Microsoft.

O The Register relata que Tom Enders, CEO da Airbus, comunicou a decisão em um memorando enviado para equipe, no qual destaca que a empresa está se preparando para a próxima fase de transformação digital

A publicação britânica lembra que a Airbus poderia ter tomado a decisão de mudar para o Office 365, a versão em nuvem dos produtos da Microsoft. A companhia não respondeu aos questionamentos do The Register sobre o tema.

"Precisamos de tecnologias que suportem ativamente nossas novas formas de trabalhar; ferramentas digitais modernas que nos permitam ser totalmente colaborativos e trabalhar em equipes diferentes, sem fronteiras e fusos horários", afirma Enders no comunicado à equipe.

Para o CEO, o G Suite é uma escolha estratégica e uma ruptura com o passado, assegurando a continuidade do negócio.

"Prevemos que o processo levará até 18 meses para alcançar todos os nossos 130 mil funcionários", revela Enders.

No último trimestre do ano passado, a Google Cloud - unidade que inclui a Google Cloud Platform e o G Suite - faturou US$ 1 bilhão.

Enquanto isso, a divisão de produtividade e processos de negócios da Microsoft, que soma o Office e a Dynamics, cresceu para US$ 8,95 bilhões no mesmo período. .

A Airbus, que projeta, constrói e vende equipamentos aeronáuticos civis e militares, embarcou na primeira fase de seu projeto de transformação digital há um ano.

Na época, a Airbus atualizou sua infraestrutura principal e procurou verificar como a digitalização poderia melhorar os processos e o modelo de negócio, pensando em gerar novos serviços. 

A empresa planeja reforçar sistemas com analytics e aprendizagem de máquina para explorar dados dos clientes.

Um exemplo das mudanças é um serviço de dados chamado Farmstar, no qual a Airbus envia informações a agricultores sobre fertilizantes e rega, incluindo visões gerais sobre como melhorar os rendimentos das culturas.

"Este é um serviço autônomo. Ainda há agricultores que não estão conectados à internet. Eles obtêm versões em papel de nossas análises, e isso funciona bem. Mas a maioria dos clientes é digital e faz o download das informações", diz Dirk Hoke, CEO das unidades de defesa e espacial da Airbus.

A Airbus, com sede na França, é líder mundial na fabricação de aviões comerciais. A empresa registrou faturamento de € 66,8 bilhões no ano passado.