Centro de distribuição do Mercado Livre. Foto: Divulgação.

O Mercado Livre acaba de levantar quase US$ 2 bilhões em capital, um volume de capital que cacifa o site a abrir uma guerra contra os concorrentes no Brasil, inclusive as palavras mágicas do comércio eletrônico: frete grátis.

A empresa vai captar US$ 1 bilhão em ações ordinárias. Depois de concluída, seguirá uma operação de US$ 750 milhões do PayPal e outros US$ 100 milhões do Dragoneer Investment Group, um fundo baseado em São Francisco.

“Estamos ansiosos para acelerar em nossa liderança no comércio eletrônico e pagamentos e promover a inclusão financeira na América Latina como resultado de nossa aliança com um líder global no setor, como o PayPal”, afirma Marcos Galperin, CEO do Mercado Livre..

Durante 2018, o Mercado Livre vendeu mais de 334 milhões de itens, totalizando mais de US$ 12 bilhões em volume de mercadorias vendidas. 

As transações de pagamento no Mercado Pago, sua unidade de negócios de pagamentos, aumentaram 70% durante 2018, totalizando 389 milhões de transações e US$ 18 bilhões de volume total de pagamentos.

De acordo com fontes ouvidas pelo site especializado Brazil Journal, o Mercado Livre pode tentar repetir no Brasil que o Alibaba fez com o eBay na China, oferecendo frete grátis até matar o concorrente.

O Alibaba levantou dinheiro com o Softbank (US$ 100 milhões) e depois com o Yahoo (US$ 1 bilhão por 40% da companhia), antes mesmo de gerar caixa. O dinheiro foi em bancar frete grátis por três anos.

O eBay achou que não daria certo, só para acabar o abandonando o mercado chinês em 2009.

No Brasil, o alvo do Mercado Livre deve ser a B2W, dona de marcas como com marcas como Americanas.com e Submarino e com uma operação exclusivamente online.

“O Mercado Livre já tá nadando de braçada; o que vem por aí pode ser a pá de cal,” diz uma fonte do Brazil Journal que conheceria bem ambas as empresas.