TIM abolirá a marca Intelig. Foto: divulgação.

A TIM anunciou que vai terminar com a marca Intelig, empresa que nasceu como espelho da Embratel para telefonia de longa distância e em 2009 foi adquirida pela operadora por R$ 650 milhões.

Segundo destaca o Valor, a telecom decidiu desativar a rede herdada juntamente com a marca e com isso a maioria dos cerca de 3 mil clientes empresariais da Intelig será transferida para uma nova rede multisserviços da TIM ao longo dos próximos dois anos.

Conforme aponta a operadora, os componentes eletrônicos da rede da Intelig serão em sua maioria removidos das instalações dos clientes e descartados, pois muitos deles têm mais de dez anos de uso.

Do ponto de vista da eletrônica e da arquitetura, essa infraestrutura será extinta. Como a rede herdada foi construída totalmente com fibras ópticas, esses cabos serão reutilizados.

A Intelig estava responsável pelo atendimento aos clientes empresariais de grande porte, com serviços de telefonia fixa, conectividade à internet, redes de comunicação nacional e internacional, gestão de rede, entre outros. Todo o portfólio passa a ser incorporado à marca da TIM.

Continuarão a ser emitidas duas contas, mas a longo prazo, a tendência é que a cobrança seja unificada, ficando apenas a diferenciação entre planos de voz e dados, pois eles são tarifados de modo diferente devido a regras tributárias.

A Intelig estava presente apenas em São Paulo e no Rio. A partir de março, uma nova rede de fibra foi ativada em mais sete cidades do Norte e Nordeste, que será incorporada à malha da TIM.

Do investimento de R$ 11 bilhões da TIM para o triênio 2014-2016 no Brasil, 90% serão com infraestrutura.

O plano agora é ficar com apenas uma marca, sob a qual será consolidada a infraestrutura empresarial de todo o portfólio da companhia.

Segundo a operadora, a troca de infraestrutura e expansão geográfica ampliará a receita de R$ 300 milhões da companhia em telefonia fixa prevista para este ano. A empresa estima um faturamento de R$ 450 milhões em 2015, e de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões em 2016.

Colaboraram com esta matéria:
iedo joner