Luís Lamb, Secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. Foto: Divulgação.

A Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul quer aproveitar o engajamento gerado pelo Pacto Alegre na capital do estado para adaptar o modelo para cidades do interior.

O órgão é liderado por Luís Lamb, que antes de assumir a secretaria atuava como pró-reitor de pesquisa da UFRGS e estava diretamente envolvido na coordenação do Pacto Alegre.

A mobilização na capital gaúcha foi iniciada por PUC-RS, Unisinos e UFRGS com o objetivo de agitar o cenário de inovação em Porto Alegre e gerar desenvolvimento para a cidade. As ações do grupo foram expandidas para envolver academia, governo, empresas e sociedade.

Com essa ideia, a Secretaria de Inovação vai mapear 10 regiões do Rio Grande do Sul identificando as sinergias entre diferentes segmentos, seguindo o modelo conhecido como quádrupla-hélice, no qual o objetivo é gerar um círculo virtuoso de interações entre iniciativa privada, academia e governo.

“Assim vamos trabalhar na constituição de uma rede estadual de inovação, para que o estado possa ser visto como um lugar em que a inovação faz parte da paisagem, gerando uma nova imagem para as pessoas”, destaca Luís Lamb, que palestrou no Mesas TI, organizado pelo Seprorgs, na última sexta-feira, 12.

O Pacto Alegre conta com 75 entidades na Mesa do Pacto, uma espécie de assembleia de debates sobre a iniciativa. Entre elas, há muitos nomes com atuação em todo o Rio Grande do Sul, o que pode incentivar o apoio também à rede estadual proposta pela secretaria.

A mesa do Pacto conta com representantes como Abinee-RS (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), AGS (Associação Gaúcha de Startups), Assespro-RS (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação-RS), Banrisul, Farsul (Federação da Agricultura do RS), Fecomércio (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do RS), Sebrae-RS, Seprorgs e Sucesu-RS.

“O engajamento hoje é muito positivo. O que vem sendo feito por esse movimento dá motivação e gera uma expectativa positiva quanto ao que pode ser feito também no estado, pois passa credibilidade. Outro fator que pode colaborar com a secretaria é que existe uma consciência, principalmente no segmento de TI, da necessidade de ter um impacto social”, declara Lamb.

No início do trabalho da secretaria, foi divulgado o objetivo inicial de desenvolver cerca de 30 projetos ligados a três áreas: governo, negócios e sociedade. 

A partir de um “mapa visual da inovação” desenvolvido no primeiro mês de atuação da nova equipe, foram identificados os principais desafios e ativos com potencial para o crescimento do estado.

O número de projetos foi definido em função da equipe da secretaria, que tem uma capacidade de trabalho de 16 pessoas que podem coordenar dois projetos cada ao longo de um ano.

Os projetos serão relacionados a temas como desenvolvimento de produtos premium, indústria high-tech e programas de startups. 

A ideia de produtos premium está relacionada ao plano de trabalhar com marketing para destacar produtos locais de alta qualidade, como vinho, carne, maçã, atum, fumo e outros.