Pedro Pivotto. Foto: Maurício Renner

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O Banco do Brasil deve ser o primeiro banco brasileiro a usar a nova tecnologia de proteção de identidade presente nos últimos processadores lançados pela Intel.

A novidade foi divulgada nesta nesta terça-feira, 15, durante a abertura do Intel Developer Forum em São Paulo. A instituição brasileira é a primeira no mundo a adotar o Intel Identity Protection Technology (IPT).

A expectativa é que o serviço está disponível para uso dos 36 milhões de correntistas do maior banco brasileiro até o primeiro trimestre de 2013.

“Não se trata simplesmente de implementar uma API. Precisamos fazer testes exaustivos de stress e segurança”, explica diretor de Inovação do banco, Pedro Pivotto.

O IPT funciona como um token de segurança embutido nos processadores da segunda geração da família Intel Core e os de terceira geração da família Intel Core vPro e para ultrabooks.

Só na segunda geração da família Core, são estimados em mais de 130 milhões de pessoas em todo o mundo, cerca de 70 milhões na América Latina e aproximadamente 6 milhões no Brasil.

Quando o usuário acessa um site que esteja usando a tecnologia, o número de seis dígitos do token aparece na tela para ser digitada como um segundo nível de autenticação. A senha é renovada a cada 30 segundos.

Como o sistema está no processador, ele é imune a ameaças focadas no nível do sistema operacional.

A Intel está trabalhando com parceiros no Brasil como BRToken, Infoserver e Symantec.

Até agora a novidade está sendo usada pelo Dinero Mail, um serviço argentino nos moldes do Paypal e pela KapTIva, uma empresa paulista de ensino a distância.

O Brasil é um bom lugar para a Intel fomentar a adoção do IPT no setor bancário.

De acordo com a pesquisa da Febraban, o uso do internet banking cresceu 11% em 2011, chegando a 42 milhões de contas correntes com acesso via internet.

O uso do serviço vem crescendo uma média de 18% ao ano desde 2002, chegando este ano a uma penetração de 46%, muito próxima da existente em economias desenvolvidas como os Estados Unidos (54%), Alemanha (50%) e Inglaterra (56%).

Por enquanto, a novidade está disponível apenas em ultrabooks, mas é lógico imaginar que a Intel vá colocar o IPT em smartphones, ampliando o ganho para a instituições como o BB.  

Segundo pesquisas da Febraban, o mobile banking cresceu 50% em 2011 no país, alcançando cerca de 3 milhões de usuários.

Não existem dados sobre o tamanho da base instalada de ultrabooks nem no Brasil nem no mundo, mas a Intel está fazendo um grande esforço em promover a resposta da indústria de PCs aos tablets.

Só na campanha de marketing serão investidos US$ 1 bilhão, na maior ação desde o lançamento da linha Centrino, há uma década. Até o final do ano, devem ser lançados 110 novos modelos.

No Brasil, entre máquinas locais e importadas, estarão disponíveis no mercado 20 modelos, de 11 fabricantes.

* Maurício Renner cobre o Intel Developers Fórum em São Paulo a convite da Intel