BITS 2012

Renner migra ERP para a nuvem

15/05/2012 18:51

Baguete Diário

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A Lojas Renner migra, até o final do ano, a parte financeira do seu ERP para a nuvem com uma solução do mesmo fornecedor do sistema de gestão, a Oracle On Demand.

Segundo Leandro Balbinot, executivo de TI da varejista, os testes começaram no ano passado, e a migração já está em fase de homologação.

A parte de varejo, no entanto, segue em casa.

“Nossos dados ficarão em Austin”, destaca Balbinot, que participou de um painel na BITS 2012 nessa terça-feira, 15.

A migração do ERP é a fase final de um road map rumo à nuvem que se iniciou em maio de 2009, quando a empresa adotou as soluções de e-mail e colaboração em nuvem Google Apps.

O casamento com o Google não durou muito.

Em 2012, a plataforma Microsoft Office 365 entrou em cena, numa troca de soluções que, segundo Balbinot, não deixou saudade.

“O pessoal aprendeu a usar muito rápido, de tanto que queriam trocar”, relembrou o executivo.

Junto dos e-mails vieram a gestão de projetos, o BPM e outras ferramentas corporativas.

Até outubro deste ano, PBX, SOA e Dynamics da Microsoft também estarão em servidores fora da empresa.

“Com isso ganhamos facilidade na administração, disponibilidade, suporte e mobilidade. Outras áreas, como dados de varejo e de clientes, no entanto, optamos por deixar como está”, finalizou Balbinot.

Uma vez que tudo o que a Renner considera seguro estiver em cloud, os projetos envolvem a integração das ferramentas.

Um dos projetos envolve a criação de uma rede social interna em que os colaboradores terão acesso às suas transações do dia e poderão manter contato via videoconferência ou VoIP.

Balbinot não revela o valor dos investimentos feitos nas plataformas, mas, perguntado pelo público presente nos pavilhões da Fiergs, destaca a estratégia para emplacar a migração junto a outros gestores da empresa.

“Nesses casos, tudo que era investimento passa a ser despesa. O jeito é mostrar os efeitos no longo prazo, no mínimo cinco anos, apontando exatamente no que se economiza”, sugere.

Jeitinhos de uma TI que vem se movimentando bastante: recentemente, o departamento passou por um processo de transição na Renner, com a saída, nas últimas semanas, de Nicolás Simone, gerente de Processos e Projetos Corporativos, e Marco Spadoni, coordenador de Infraestrutura e Operações TI.

Simone é uruguaio e antes de trabalhar na Renner foi diretor de IT/IS na InBev, onde trabalhou no exterior junto com Balbinot, que veio da cervejaria para a rede varejista em 2008.

Já Spadoni estava na Renner desde janeiro de 2011, vindo da GetNet. Antes disso, passou por Apisul e Unimed POA, e fez carreira no Grupo RBS, onde atuou por 21 anos, saindo em 2007.

A Renner teve queda de 25% no lucro líquido consolidado do primeiro trimestre deste ano, em comparação com igual período de 2011, faturando R$ 35,7 milhões.

O Baguete Diário faz a cobertura completa do evento com apoio da Softsul.

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MAIS UM
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Gerente de Processos e Projetos Corporativos da empresa está de saída. É o segundo cargo executivo a sair da companhia nesta semana.

Cartões Renner e Camicado integrados

A TI das Lojas Renner já entregou a primeira das demandas de negócio relacionadas à compra da Camicado Houseware, um negócio de R$ 165 milhões anunciado em abril.

Desde o começo de outubro, os clientes da Renner podem comprar com o cartão da loja na Camicado e vice-versa.

NO MERCADO
Kruger sai da Lojas Renner

Frederico Alberto Kruger saiu da TI das Lojas Renner. De acordo com o perfil no Linkedin de Kruger ele está “disponível para novos desafios e oportunidades”.

O profissional estava na empresa há 24 anos, atuando como gerente de TI.

Na Renner, respondia a Leandro Fachin Balbinot, chefe da área de tecnologia da varejista, ex-Inbev, que assumiu o cargo em dezembro de 2008, quando substitui Luis Agnelo Franciosi, outro profissional que fez carreira na Renner, onde completou 26 anos de casa.

Lucro da Renner cai 3,3%, para R$ 119 mi

O lucro líquido da Lojas Renner teve queda anual de 3,3% no quarto trimestre de 2011, ficando em R$ 119,1 milhões.

Conforme balanço divulgado pela varejista nesta quinta-feira, 09, o impacto negativo se deve a um aumento de despesas financeiras, por conta da emissão de debêntures em julho.

No trimestre, o ticket médio na rede ficou em R$ 110,37, aumento de 9,1% ano/ano, elevando a receita líquida de vendas em 18%, para R$ 972,2 milhões.