EMC conta com centro de P&D no Rio de Janeiro. Foto: Divulgação.

A EMC Corporation inaugurou no Rio de Janeiro a sede definitiva do seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em big data.

O prédio, localizado no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão, é parte do investimento de US$ 100 milhões da EMC no país, anunciado em 2011, e será o hub de inovação da empresa no setor de petróleo e gás.  

No centro será desenvolvido um projeto em parceria com a cidade do Rio de Janeiro.

Nesta quarta-feira, 14, foi assinado um acordo de cooperação técnica e científica que faz parte do Programa Estratégico da cidade para criar e implementar tecnologias inovadoras voltadas para a criação de cidades mais inteligentes. 

Pelo acordo, a EMC vai colaborar com a cidade do Rio de Janeiro para empreender iniciativas conjuntas relacionadas à pesquisa, desenvolvimento e validação de plataformas de big data criadas pela empresa. 

Esses projetos tem como objetivo ter alcance e benefícios globais, ajudar a tornar o setor de TI no Brasil um importante pilar para o desenvolvimento econômico e social e aumentar a competitividade e a posição internacional do país no setor de tecnologia da informação.  

O prédio da EMC na Ilha do Fundão tem 3 mil metros quadrados, divididos em quatro andares com capacidade para mais de 80 pesquisadores. Além disso, integra um Centro de Pesquisa Aplicado, laboratórios de desenvolvimento de soluções e um Executive Briefing Center.

Também há um espaço alocado para o desenvolvimento de pesquisas feitas por clientes e parceiros em conjunto com a EMC.

O Centro de P&D, que já estava em operação durante sua construção, trabalha em diversos projetos que visam gerar inovação. 

As iniciativas são focadas na aplicação de tecnologias de armazenamento, recuperação, computação em nuvem. big data e temas importantes para o setor de petróleo e gás. 

Atualmente, os projetos gerenciados pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento se concentram na otimização de plataformas I/O dentro de ambientes de processamento sísmico, tecnologias de análise lógica preditiva que integram dados históricos e de tempo real utilizados na perfuração de poços de petróleo, produção e operações de logística, visualização e colaboração em distâncias extremas para melhor análise dos workflows (entre continentes), e tecnologias de compressão sem perdas de dados sísmicos. 

Resultados iniciais destes projetos já foram convertidos em propriedade intelectual e registrados no país e nos Estados Unidos.

O Rio de Janeiro tem sido o destino de uma série de investimentos em P&D, muitos deles focados na área de óleo e gás, das quais o estado tem uma das maiores reservas. 

Em 2010, a TenarisConfab venceu uma licitação de concessão de um terreno para construção de um Centro de P&D no Parque Tecnológico da Ilha do Fundão e realizou investimento de US$ 21 milhões no local.

A Siemens instalou, em 2011, um centro global de P&D no mesmo parque tecnológico. Voltado para o setor de petróleo e gás e resultado de uma parceria com a UFRJ, a sede contou com cerca de US$ 50 milhões em recursos da empresa.

Em 2012, a General Electric investiu US$ 500 milhões na criação de um centro de P&D no Rio de Janeiro. O espaço foi o primeiro criado pela empresa na América Latina.