Fábio Branco, secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do RS. Foto: Divulgação.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT) divulgou nesta segunda-feira, 15, o seu programa de prioridades e indicadores, com destaque para a continuidade do programa de parques tecnológicos.

Os parques gaúchos deverão ter acesso a R$ 66 milhões em recursos. Desse montante, R$ 10 milhões são provenientes do BNDES e US$ 16 milhões (R$ 50 milhões) vêm do Banco Mundial.

A atuação da área inclui o apoio à estruturação de polos, parques tecnológicos e incubadores, em articulação com universidades, setores produtivos e poder público.

Entre as medidas estabelecidas para 2015, a secretaria prevê para o término da expansão de três parques tecnológicos: Pampatec (Unipampa), Valetec (Feevale) e Tecnosinos (Unisinos).

Também está planejada a instalação de laboratórios de tecnologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e no Santa Maria Tecnoparque.

Em relação às incubadores, serão firmados três novos projetos, que contemplam a Unisc (em Santa Cruz), a Unijuí, e a Raiar da PUC-RS (unidade de Viamão). As organizações têm acordos que se encerram em 2015, mas terão novos projetos firmados com a secretaria.

Além disso, o plano da SDECT é reorientar os investimentos para incubadoras.

“Hoje, falando de forma simples e com algumas exceções, as empresas novas praticamente alugam das incubadoras uma parcela do imóvel. Queremos maior apoio na pesquisa aplicada e no desenvolvimento dos negócios, para que as empresas sejam sustentáveis. Queremos qualificar as incubadoras”, afirma Renato de Oliveira, diretor de Ciência e Tecnologia da SDECT.

Segundo Oliveira, a nova orientação foi formada a partir de conversas com a incubadora da Cientec (Fundação de Ciência e Tecnologia vinculada à secretaria).

Os dois dos principais instrumentos de atração de investimentos ligados à secretaria – Sala do Investidor e Fundo de Operação Empresa (Fundopem) – também foram incluídos no termo de compromisso. 

A meta da Sala do Investidor - um modelo de atendimento físico e virtual a empresas que tem o objetivo de coordenar as ações de investimento - é monitorar 160 projetos em 2015. No Fundopem - benefício concedido a empresas que realizam investimentos no estado - o objetivo é totalizar 26 acordos no ano - entre novos projetos aprovados e termos de ajuste assinados. 

“As medidas têm como objetivo estimular o estabelecimento de novas empresas no estado, através de instrumentos que facilitam a decisão de investimento, fortalecer as que já estão instaladas e instituir a inovação e o empreendedorismo como cerne do desenvolvimento”, destacou o titular da SDECT, Fábio Branco.

Na Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), os projetos prioritários são a manutenção de nove Núcleos de Expansão Produtiva e Inovação, dos incentivos para a governança de 20 APLs (Arranjo Produtivo Local), dos quais dois são ligados ao setor de TI (Santa Maria e Caxias do Sul) e outro é ligado a automação, com empresas da região metropolitana.

Os planos divulgados pela secretaria mostram uma disposição em dar continuidade a programas de incentivo para o setor de Ciência e Tecnologia, mesmo após a decisão do governador José Ivo Sartori (PMDB) de fechar as portas da secretaria que cuidava do tema.

O programa de incentivo a parques tecnológicos foi a principal realização da Secretaria de Ciência e Tecnologia durante o governo Yeda Crusius (PSDB) e continuou ao longo da gestão Tarso Genro (PT).

Os APLs, organizações que envolvem diversos atores de uma cadeia produtiva, que uma vez constituídos podem pleitear verbas para diferentes finalidades junto a organismos do governo estadual e federal, começaram a ser formados no estado ainda nos anos 90.