Funcionários da CI&T: no futuro, um ficará de cada lado do vidro. Foto: DIvulgação - CI&T.

A CI&T, empresa de desenvolvimento de software com 2,3 mil funcionários em Campinas, São Paulo e Belo Horizonte, decidiu deixar em aberto a possibilidade de trabalhar em casa até o final de 2020.

Apesar do governo de São Paulo já ter autorizado a volta aos escritórios com algumas condições, a CI&T afirma em nota que “ainda é cedo para reabrir totalmente seus escritórios”. 

A CI&T está fazendo adaptações nos seus escritórios, incluindo limitação de uso dos espaços compartilhados, reforço na higienização e na limpeza, implantação de corredores com sentido único e espaçamento mínimo de 2,5 metros entre as mesas de trabalho.

Inicialmente, apenas 30% dos espaços nos seus prédios serão ocupados. 

A companhia criou sua própria escala com quatro níveis de segurança epidemiológico, que atualmente está em um nível intermediário, no qual apenas pessoas que tenham obrigatoriedade de trabalhar no escritório devem fazê-lo.

O relaxamento dos níveis considera as orientações governamentais de cada região e dos médicos que trabalham em conjunto com a companhia.

A companhia estuda ainda uma adoção maior de home office em 2021, mas não se comprometeu com uma meta.

"A companhia já avalia estruturar diversas formas de trabalho remoto, tanto home office permanente quanto o trabalho de casa como prática mais comum, mas de maneira mais estruturada”, afirma Carla Borges, Head of People da CI&T.

Pouco a pouco, parece estar emergindo um consenso no setor de tecnologia no sentido de estender as medidas de home office até o final do ano, em um momento em que a evolução do coronavírus parece imprevisível no Brasil.

Algumas empresas estão se comprometendo desde agora com mudanças de médio prazo, com adoção de práticas permanentes de home office em grande escala.

A BRQ, uma das maiores empresas de serviços de TI do país, vai transformar o home office na regra para os seus mais de 2,5 mil funcionários. 

Ir no escritório é que deve ser a exceção, com as sedes físicas da BRQ funcionando como locais para reunião e encontro dos funcionários.

Já a Stefanini divulgou um plano percentualmente menor, mas que envolve muitos mais funcionários: a meta que metade do time trabalhe em home office num prazo de 12 a 18 meses, sendo 60% dessa equipe de maneira permanente e outros 40% de maneira parcial.

É uma mudança enorme para uma empresa que tem 25 mil funcionários (14 mil no Brasil) e tinha antes da crise uma prática mínima de home office, limitada a 120 profissionais na Europa.