As primeiras 10 mil máquinas da Payleven foram vendidas em quatro dias. Foto: Divulgação.

A Payleven, empresa de soluções para pagamentos móveis, lançou nesta semana a Payleven Mais, máquina de cartão de crédito e débito sem aluguel, com uma estratégia agressiva de preço.

A empresa iniciou a comercialização dos equipamentos na segunda-feira, 11. As primeiras 10 mil máquinas, oferecidas com desconto, foram vendidas em quatro dias. Por isso, a empresa ampliou a promoção para mais 10 mil unidades.

Os primeiros equipamentos saíram por 12 parcelas de R$ 9,90. Ao final do período de preço especial, a unidade passa a custar R$ 19,90 por mês, também em 12 vezes.

O preço da Moderninha, por exemplo, é de 12 parcelas de R$ 59,90. A maquininha do PagSeguro foi uma das primeiras sem aluguel no mercado brasileiro e ganhou muita visibilidade por investimentos em publicidade com direito a Alessandra Negrini de garota propaganda.

O valor do equipamento Mini, também do PagSeguro, a opção mais econômica da companhia, é o mesmo que o da Payleven.

Para os vendedores, as taxas por transação do Mini variam de 2,39% a 3,79%, de acordo com o número de dias selecionados para receber o pagamento. No caso da Payleven Mais, a variação das taxas é de 2,69% a 4,19%.

A Point H, máquina mais acessível do Mercado Pago, custa R$ 27,90 por mês, enquanto a Lite, da iZettle, sai por R$ 24,92, ambas em 12 vezes.

Um dos fatores para a redução do preço da Payleven Mais é a exclusão da tecnologia de leitura de tarja magnética das máquinas de pagamento. A estratégia também é utilizada pelo Lite, do PagSeguro, por exemplo.

“Por mais que o leitor em si seja barato, a tecnologia necessária para manter a compliance em pagamentos com tarja encarece o processo, pois é preciso digitalizar e criptografar a operação”, explica Igor Marchesini, CEO da Payleven.

Segundo ele, a retirada da tecnologia para pagamentos com cartões com tarja magnética reduz em cerca de 30% o valor de produção da máquina.

“Em termos de negócios, o uso de cartões com tarja é muito pequeno no Brasil, somente visto ainda em alguns casos de cartões pré-pagos com valores baixos. O último possível impasse com turistas no país foi resolvido em outubro, com a decisão dos Estados Unidos de migrar as operações de pagamento para cartões com chip”, completa Marchesini.

A operação de manutenção e suporte da empresa também foi pensada para ter um custo menor. Os consumidores podem solicitar atendimento e resolver dúvidas por um aplicativo móvel.

“Nós não temos equipes de suporte espalhadas pelo Brasil. Em caso de algum problema que exija troca da máquina, o cliente envia o equipamento via Sedex. Mas pelo preço do produto, os consumidores não tem uma expectativa diferente do que é oferecido”, afirma o CEO da Payleven.

Com a nova máquina, a Payleven mira o público de pequenos e microempreendedores. 

“Temos a expectativa de ser a entrada de muitos negócios no universo dos cartões. Queremos atender pessoas que ainda lidam com dinheiro, cheque e caderninho, mas também podemos atrair pessoas que já usam algum equipamento de pagamento conectado ao smartphone”, relata Marchesini.

Recentemente, a Payleven se fundiu com a SumUp, tornando-se a terceira maior facilitadora de pagamentos no país. A empresa possui mais de 260 mil clientes e processa mais de R$ 1 bilhão por ano em transações. 

A SumUp foi fundada em 2011, na Alemanha, e está presente em 15 países, incluindo os principais mercados europeus, o Brasil e, recentemente, os Estados Unidos. A empresa está no Brasil desde 2013 e tem entre seus investidores o banco espanhol BBVA, o Groupon e fundos de Venture Capital da Europa.

A Payleven está presente em mais de dez países - como Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Holanda e Itália- e foi fundada no Brasil em 2012.