Balanço não é dos mais tranquilizadores na Senior Solution. Foto: Flickr.com/izn2437

O lucro líquido da Senior Solution, paulista especializada em software para a área financeira, caiu 4,2% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2012, indo a R$ 2,07 milhões.

A receita também teve queda, de 1%, e somou R$ 11,6 milhões.

A empresa alegou, em comunicado à CVM, que no trimestre reverteu um prejuízo acumulado, pelo que o lucro acumulado fica em R$ 1,34 milhão, e que a expectativa é começar a pagar dividendos ao fim do exercício social de 2013, se a situação se mantiver no patamar atual, informa o Valor Econômico.

A Senior Solution foi a segunda empresa de software brasileira a fazer IPO este ano – a primeira foi a Linx.

Na abertura do capital, em março, as perspectivas iniciais da companhia foram frustradas: as ações começaram ser vendidas a R$ 11,50, 15% abaixo do preço mínimo que a companhia esperava.

Analistas de mercado atribuíram o fato à insegurança gerada devido à receita da se basear majoritariamente em poucos contratos de grande porte - nos nove primeiros meses de 2012, por exemplo, mais da metade da receita operacional líquida (53,4%) veio de três clientes.

Com cerca de 140 clientes, ao todo, a Senior rebateu divulgando uma projeção otimista: conforme a companhia, foram mapeadas 1075 instituições financeiras brasileiras como potenciais novos nomes para sua carteira.

Se a prospecção vai acalmar o mercado e reanimar os investidores, ainda não se sabe, mas que pode ajudar, o mercado mostra que pode: a Linx, por exemplo, ganhou a confiança dos analistas e largou bem na bolsa mesmo após ter divulgado um balanço financeiro negativo de 2012.

O motivo? Conforme os especialistas ligados à Ibovespa, a carteira de clientes da Linx passa dos 16 mil atendidos, gerando uma fonte de receita diversificada, com os dez maiores clientes tendo respondido por não mais que 13% da receita entre janeiro e setembro de 2012.

Em 2012, a Linx teve queda de 17,7% no lucro líquido, em relação a 2011, somando R$ 17,3 milhões.

Mesmo assim, as ações da companhia valorizavam 18% em março, dois meses após o IPO, com precificação a R$ 27 por papel, topo da faixa indicativa.