Dos 17,9 milhões de celulares vendidos, 75% foram smartphones. Foto: Syda Productions/Shutterstock.com

De acordo com o estudo Mobile Phone Tracker Q2, divulgado pela IDC, foram vendidos 17,9 milhões de celulares entre os meses de abril e junho no Brasil. Desses, 13,3 milhões foram smartphones, o que representa 75% dos aparelhos vendidos.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 22% nas vendas de smartphones e queda de 16% nas vendas de feature phones. 

"O resultado do segundo trimestre para smartphones ficou acima da nossa previsão e representa um recorde de vendas não só no Brasil, mas no mundo inteiro. É a primeira vez que o país entra nesse patamar de 13 milhões e o mundo ultrapassa a marca de 300 milhões de smartphones vendido", afirma Leonardo Munin, analista de mercado da IDC Brasil.

Para o analista da IDC Brasil, entre os fatores que explicam o momento estão o aumento do portfólio de produtos aliado à queda nos preços por parte dos fabricantes, um maior investimento dos canais em cima desta categoria – principalmente o varejista, a inclusão deste dispositivo na MP do Bem e a prorrogação da isenção de impostos para smartphones por parte do governo.

Dos aparelhos vendidos no 2º trimestre, mais de 90% são Android e o ticket médio ficou em R$ 700.

Leonardo Munin não acredita no fim dos feature phones. Porém, ressalta que cada vez menos modelos estarão disponíveis no varejo nos próximos anos. 

Para 2018, por exemplo, a IDC Brasil projeta que essa categoria de dispositivo não chegue a 5% do volume total do mercado. Até o final do ano, a previsão é que 3/4 das vendas sejam de smartphones e apenas 1/4 de feature phones. 

Para ele, a chegada de produtos com preços mais atrativos e com configuração mais potente está acelerando a migração de feature phones para smartphones. 

A título de comparação, em 2013, 53% dos celulares vendidos eram smartphones e 47% feature phones. 

Para esse ano, a projeção é de 75% de smartphones e 25% de feature phones. 

Historicamente, as vendas de smartphones no Brasil sempre vinham atrás da média da América Latina e mundial. 

“Desde o terceiro trimestre de 2013, no entanto, ocorre uma inversão e hoje a participação de smartphones no mercado de celulares no Brasil é maior tanto da média da região como da média mundial”, afirma o analista.

Segundo o analista da IDC Brasil, o smartphones com tela acima de 5 polegadas, o chamado phablet, também já caiu no gosto dos brasileiros. 

"Os aparelhos inteligentes estão se tornando cada vez mais um 'computador de bolso' e, quanto maior a tela, mais cômodo é para o usuário navegar pela internet, ler conteúdos, assistir vídeos e jogar”. 

A tendência dos phablets pode ser confirmada pelo crescimento das vendas: 128 mil aparelhos em 2012, cerca de 2.2 milhões em 2013 e, para 2014, a expectativa é que as vendas cheguem perto dos 5 milhões de dispositivos.