TI forte na área de F&A. Foto: divulgação.

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O setor de TI brasileiro foi novamente o líder nas operações de fusão e aquisição no país. O segmento registrou 104 operações, 15,6% acima das 90 anotadas ao longo de 2011, segundo pesquisa divulgada pela KPMG.

O número estabelece um novo recorde para a área, destaca Frank Meylan, sócio-líder da área de Information Technology Advisory Services da KPMG.

Segundo Meylan, o momento de alta vivido há mais de cinco anos incentiva todos os segmentos da área, desde produção, até desenvolvimento, fazendo com que tecnologia de informação seja acompanhada de perto por investidores nacionais e estrangeiros, gerando mais transações.

"Não podemos esquecer, também, das demandas relativas à Copa e às Olimpíadas, que ajudam o mercado a ficar aquecido”, completa.

De acordo com matéria do UOL, o setor de TI bateu as áreas de serviços, que somaram 65 operações, e de serviços para internet, que cresceu 124% em 2012, subindo de 25 para 56 transações.

NÚMEROS

A atual edição da Pesquisa de Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil considera as operações de fusões e aquisições anunciadas e concluídas e entre 1° de janeiro e 31 de dezembro de 2012. O levantamento é realizado sistematicamente desde 1994.

No cenário geral, o país registrou 816 negócios de F&A no ano, apenas uma a menos do que o número recorde registrado em 2011, segundo pesquisa divulgada pela KPMG.

Conforme reporta o UOL, a pesquisa ponta que a presença de capital estrangeiro se mostrou mais acentuada em 2012, participando de 58,1% das transações, num total de 474.

Por sua vez, as empresas de capital nacional registraram 342 negócios, ante as 410 operações registradas no ano anterior.

As transações de internacionalização de empresas brasileiras tiveram recuo de 33,9%, caindo de 56 transações em 2011, para 37 no ano passado.

Nas transações de compra de capital estrangeiro estabelecido no país por empresas nacionais, o mercado se manteve estável, com 30 negócios em 2012, ante 29 registrados em 2011.

Segundo Luis Motta, sócio líder da área de F&A da KPMG, apesar da grande participação de brasileiros no protagonismo dos negócios, ainda existe uma presença pronunciada dos estrangeiros, principalmente na ponta compradora.

"No entanto, o apetite dos estrangeiros recuou consideravelmente ao final do ano, no quarto trimestre, o que deve ser destacado, especialmente quando pensamos nas perspectivas de negócios para 2013”, Motta.