Ônibus terá tecnologia para evitar fraudes. Foto: divulgação

As empresas de transporte público da região metropolitana de Porto Alegre investirão cerca de R$ 60 milhões na implantação de um sistema de reconhecimento facial para combater fraudes no uso de cartões nos ônibus.

A novidade será utilizada em 17 dos 32 municípios da região metropolitana e, conforme as empresas, o plano é levar o sistema a 1,7 mil linhas nos próximos cinco meses.

A mudança impactará cerca de 11% dos aproximadamente 500 mil usuários diários do transporte público na região.

Com a tecnologia, as catracas contarão com câmeras ocultas para registrar os rostos dos usuários que portam cartões de estudante, idosos, deficientes e passe livre estudantil. Ao final do dia, os dados coletados são enviados para um sistema de fiscalização e reconhecimento facial.

Se for comprovada a irregularidade, o usuário infrator receberá uma advertência. Caso o uso irregular persista e seja flagrado novamente, o beneficiário terá o desconto cancelado.

Para o diretor-geral da Associação dos Transportadores Intermunicipais Metropolitanos de Passageiros (ATM), Érico Michels, o sistema trará um controle mais eficiente, assim como evitará transtornos maiores do que se deixasse esta fiscalização com os cobradores.

Além disso, de acordo com Michels, o novo sistema ajudará na gestão de bilhete único, possibilitando o acompanhamento das linhas em tempo real.

Implantado pela empresa mineira Tacom, a plataforma de reconhecimento já é usada em cidades como Belo Horizonte, Salvador e Teresina, e teve resultados satisfatórios, com um índice de 99% de precisão, conforme aponta a desenvolvedora.

A mudança na fiscalização resultará na contratação de mais profissionais para a equipe de monitoramento da ATM. Atualmente, a central da associação conta com trinta pessoas.

Para reforçar o sistema com as informações dos usuários, a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) firmou um acordo com a CDS, do Distrito Federal, para operar o banco de dados.

Segundo informou ao Jornal do Comércio o superintendente da Metroplan, Oscar Escher, o governo do Estado investiu cerca de R$ 5 milhões na reestruturação física da fundação.

A Metroplan ainda estuda hospedar este banco de informações do usuário em servidores da Procergs.