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ENGENHARIA

Gerdau troca BlueCielo por W3K

Maurício Renner
// quarta, 16/05/2018 06:05

A Gerdau adotou o Greendocs, software de gestão de documentos de engenharia e qualidade da W3K, no lugar da solução da multinacional holandesa BlueCielo.

Engenharia da Gerdau trocou seu software de gestão de documentos. Foto: Divulgação.

A informação é de fontes de mercado e foi confirmada a reportagem do Baguete pela Gerdau por meio da sua assessoria de imprensa.

“A parceria com a W3K tem como objetivo a modernização desse sistema de gestão, por meio de uma solução cloud com mais funcionalidades e melhor interface para os usuários”, disse a siderúrgica brasileira por meio de nota.

O contrato é uma vitória importante para a W3K, fundada em 2011 em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre por ex-funcionários da Gama, uma revenda da BlueCielo.

A multinacional holandesa adquiriu em 2008 a Gama, então responsável por mais da metade das suas vendas no país, tornando a mesma a sua subsidiária no Brasil.

As ferramentas da BlueCielo estavam funcionando na Gerdau pelo menos desde a metade dos anos 2000, sendo usadas para gerenciar milhares de documentos com informação técnica sobre maquinário ou obras de engenharia.

A W3K criou um software na nuvem do zero para atender esse tipo de funções, com um foco adicional em workflow e projetos com múltiplos participantes, nos quais as informações devem circular e serem controladas por diferentes atores.

É o tipo de abordagem que é aderente para gerenciar documentação de engenharia de diversos fornecedores em obras complexas como a construção da Arena do Grêmio ou a nova fábrica da Fibria no Mato Grosso do Sul. A usina de Itaipú é outro cliente.

A W3K usa a parte administrativa e de marketing do Grupo SKA, que também controla a SKA, revenda de soluções de CAD e CAM e a NC, especializada em DNC/MES. No ano passado, a SKA cresceu 20%, atingindo um faturamento de R$ 62 milhões. 

A Gerdau vem dando sinais há algum tempo de que está em busca de fornecedores de software na nuvem e de cortes de custos na área de tecnologia.

Uma série de movimentações nesse sentido foram reveladas com exclusividade pelo Baguete nos últimos anos.

Em 2016, por exemplo, a Gerdau trocou a  CA pela ServiceNow como provedor de software de gerenciamento de incidentes de TI.

A CA divulgou em 2010 o fechamento de um contrato para uso do CA Service Desk na Gerdau. Na época, o software era usado por 1,2 mil analistas no Brasil, Argentina e Uruguai.

Em 2017, a Gerdau contratou a Wipro para fazer o seu service desk no lugar da Stefanini para o nível 1. 

A companhia brasileira, no entanto, seguiu como fornecedora de suporte de nível 2 e 3 para as aplicações.

Maurício Renner