Michelin comprou Sascar. Foto: divulgação.

A Sascar,  empresa paulista de serviços de rastreamento de veículos, anunciou nesta segunda-feira, 16, que oficializou a sua venda para o grupo Michelin, por um valor de R$ 1,6 bilhão.

A empresa divulgou a transação em nota comunicando que assinou acordo “vinculante e definitivo”, que prevê a sua venda para o a multinacional, que assumirá 100% das ações da companhia.

Segundo o site Automotive Business, do total estimado, R$ 1,35 bilhão serão pagos aos sócios investidores da Sascar, dos quais cerca de R$ 580 milhões serão para o fundo GP Investments, principal sócio da Sascar, com a venda de sua participação de 46%.

Os demais R$ 247 milhões representam dívidas da empresa que serão assumidas pela Michelin.

Segundo o presidente da Sascar, Márcio Trigueiro, a união com a Michelin dará a ambas as empresas um maior escopo de atuação. Segundo ele, a Michelin tem uma forte presença com as grandes frotas, além de revendas em todo o país, enquanto a Sascar tem grande relevância junto às médias e pequenas frotas.

"A Sascar, por sua vez, é líder em gestão de frotas e monitoramento de veículos e cargas, o que pode otimizar a utilização e a economia no consumo dos pneus da empresa francesa por seus clientes", afirmou o executivo, que permanecerá como CEO da Sascar.

Com a venda, a empresa de monitoramento vai operar debaixo do guarda-chuva da gigante internacional para crescer no mercado, uma decisão estratégica já iniciada em 2010, com mais de R$ 40 milhões em investimentos.

Entre as medidas tomadas pela empresa foram parcerias com empresas como Vivo para gestão de frotas, assim como a adoção de soluções da Oracle para otimizar sua operação de TI.

A Sascar vem crescendo de forma consistente nos últimos anos, com uma taxa anual de 15%, média acima da evolução do PIB. No início de 2014, a empresa anunciou metas de crescimento de 15% a 20% ao ano, após cancelar seus planos de uma oferta pública de ações.

Atualmente a companhia conta com cerca 230 mil veículos rastreados, assim como 400 técnicos de campo.