Torcedores na nova Arena do Grêmio. Foto: Lucas Uebel/divulgação.

O Grêmio fechou um acordo com a SAP. Nesta segunda-feira, 14, o clube gaúcho mandou um convite para a imprensa falando do lançamento de uma “novidade para o futebol latino americano”.

O evento será no SAP Latin America, centro de desenvolvimento e suporte da multinacional alemã em São Leopoldo, nesta quinta-feira, 17.

A parceria não poderia ser anunciada em um momento melhor. Parte do tão elogiado planejamento da seleção alemã, tetracampeã mundial ainda no domingo, passou pelo uso de soluções de gestão da SAP. 

As conversas entre Grêmio e SAP vem de longe. Ainda em setembro de 2012, o Baguete Diário revelou com exclusividade que o Grêmio negociava com a  SAP para a aquisição um sistema de gestão, em um negócio que poderia envolver inclusive os naming rights da Arena do Grêmio, então em construção.

A informação foi confirmada pelo então presidente da Grêmio Empreendimentos, Eduardo Antonini. 

Desde então, a presidência do clube gaúcho passou das mãos de Paulo Odone para Fábio Koff e Antonini saiu da liderança da empresa que divide com a OAS o controle da Arena do Grêmio.

Pelo visto, as conversas seguiram em andamento e deram resultados, mas não está claro se o que será anunciado quinta tem o escopo do projeto revelado por Antonini à reportagem do Baguete.

O mais provável é se trate de uma implantação de ERP da SAP no clube, talvez com o uso de tecnologias analíticas na área técnica, para avaliar os jogadores.  

O Palmeiras fechou a compra do sistema de gestão para pequenas e médias empresas B1 em novembro de 2013, tornando-se o primeiro cliente da SAP entre os clubes de futebol brasileiros.

Já o prospecto  de uma futura Arena SAP parece um pouco mais distante.

Em julho de 2013, o Baguete conversou com o CMO da SAP, Jonathan Becher, e o executivo, responsável pelo marketing mundial da multinacional, disse que a empresa não entraria em um negócio de naming rights só por exposição de marca.

Segundo Belcher, o objetivo da SAP é que as arenas com o nome da empresa, como a da de San José, na Califórnia, sejam verdadeiros “showcases de tecnologia”, o que parece um pouco distante das possibilidades de qualquer estádio brasileiro.

Existe ainda um complicante adicional . Segundo informações colhidas pelo Baguete, a Arena do Grêmio já usa software de gestão da Totvs, o mesmo usado na Odebrecht. Essa informação não é confirmada pela Totvs.

As relações entre o Grêmio e a OAS em relação à gestão do estádio não são das melhores, o que seria um empecilho para uma visão integrada de gestão. 

Para quem gosta de adotar uma visão grenalizante dos acontecimentos [os leitores gaúchos entenderão o que eu quero dizer] o acordo gremista com a SAP, seja ele qual for, era praticamente inevitável.

Em março o Internacional, arquirival do Grêmio, fechou acordos com a Totvs para o clube e o novo estádio.