Eduardo de Amorim, gerente de infraestrutura do Digio.

O Banco Digio, plataforma criada pelo Bradesco e pelo Banco do Brasil, migrou para a infraestrutura em nuvem da Amazon Web Services (AWS) com a Nextios, unidade da Locaweb focada no mercado corporativo.

Segundo a empresa, um dos principais desafios da companhia era a agilidade nos processos pois, no ambiente on-premise, era preciso uma média de 30 dias para realizar qualquer tipo de alteração no portfólio.

“Isso nos fez ir em busca de uma infraestrutura escalável e totalmente segura, capaz de atender as normativas do mercado financeiro, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e os parâmetros de governança do Grupo Elopar, do qual fazemos parte", conta Eduardo de Amorim, gerente de infraestrutura do Digio.

Diante desse panorama, a solução encontrada em conjunto com a Nextios foi a nuvem da AWS, que se encaixou na ideia de gerar um ambiente de conexão ponta a ponta entre estrutura, stacks e workloads de tecnologia com todas as áreas do negócio.

"Ao refletir sobre os reais desafios tecnológicos, chegamos no consenso de utilizar a AWS devido à familiaridade da equipe interna de TI com o recurso, além da compatibilidade dele com o cumprimento de variáveis de segurança do setor financeiro", afirma Amorim.

O projeto teve início em janeiro do ano passado e atualmente encontra-se em fase final de migrações. 

Ao longo do processo, a migração para a nuvem também contou com componentes como Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2), Amazon Elastic Block Store (EBS) e ambientes multi-AZ com foco em armazenamento de dados. 

Ao todo, o volume de dados processados na janela de integração nas madrugadas reduziu em 26%. Segundo a empresa, isso trouxe mais fluidez no modelo de trabalho ao aproximar a equipe de TI e as linhas de negócio da companhia.

Em relação ao Storage, a Digio apontou uma grande melhoria na disponibilidade dos dados e, consequentemente, uma diminuição do RPO de 24h para 30 minutos e RTO de 1 hora para 20 minutos. 

A migração também refletiu na rapidez de teste e liberação para a produção ao implantar equipes simultâneas, que contribuem para a redução do tempo de entrega de produtos e serviços ao cliente.

"Além de desenvolver um projeto que suprisse as nossas necessidades a um investimento competitivo, as equipes da Nextios e da Amazon foram essenciais no momento de desmistificar as objeções sobre o cloud computing comuns a esse setor. O suporte nessa jornada de entendimento sobre a nuvem envolveu desde os mais altos níveis até os profissionais internos de TI e parceiros”, conta o gerente de infraestrutura do Digio.

Segundo a Nextios, a empresa desenvolveu um ambiente com alta performance sem deixar a estabilidade de lado, levando em consideração um mapeamento de regras e dependências do amadurecimento tecnológico do negócio. 

“Ao pensar em cloud computing, é necessário ter em mente que não há apenas uma rota, sendo fundamental analisar a estrutura do cliente a fim de identificar os pontos fortes e os de atenção. E, de maneira personalizada, construir um planejamento de transformação digital que supra as necessidades daquele empreendimento", explica Diego Santos, gerente de tecnologia e inovação da Nextios.

A Nextios é uma unidade de negócios do Grupo Locaweb que atua no mercado B2B desde 2003 e, até junho deste ano, se chamava Locaweb Corp Cluster2GO. Além da nuvem da AWS, seu portfólio de tecnologias inclui serviços de segurança e monitoramento de aplicações, entre outros.

Com times em Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e São Paulo, a empresa tem um portfólio diversificado de clientes, incluindo nomes como Volkswagen, Kawasaki, Ipiranga, Marisa, Riachuelo, Cinemark e Akzo Nobel.

Já o Digio foi criado em 2016 como um cartão de crédito para concorrer com o Nubank. Hoje, seu aplicativo conta com uma loja própria, um clube de fidelidade de acúmulo de pontos e cashback, além produtos de empréstimos pessoais distribuídos por meio de parcerias com outras fintechs.

A AWS segue como líder absoluta da computação em nuvem, com 32,3% de market share. Enquanto isso, a Microsoft fica com 16,9% e a Google, com 5,8%.