Sede da Infor em Nova Iorque. Foto: Infor.

A Infor acaba de receber um aporte de US$ 1,5 bilhão do Koch Equity Development e do Golden Gate Capital, dois fundos que já eram acionistas da empresa de software de gestão empresarial.

Esse é o segundo grande aporte da Koch Equity Development, empresa dos irmãos Koch, que no final de 2016 já havia investido US$ 2,5 bilhões em uma participação não revelada na Infor.

A Koch Industries é o segundo maior grupo de capital fechado dos Estados Unidos, com faturamento de US$ 115 bilhões e negócios em petróleo, petroquímica, energia, minério e celulose. Se fosse uma empresa aberta, a Koch estaria na 17ª posição no Fortune 500.

O gigante é liderado por dois irmãos, Charles e David, conhecidos nos Estados Unidos pelas suas contribuições financeiras para causas conservadoras. Várias empresas dos Koch já usavam software da Infor.

Na época do primeiro aporte, analistas apontaram que o negócio fazia parte de um esforço da Koch em se transformar em uma empresa mais digital, à exemplo do que está fazendo a GE e outras grandes empresas de base industrial.

Agora, com o segundo aporte, a Infor passou a falar explicitamente em fazer uma abertura de capital no mercado, o momento no qual os investidores poderiam recuperar o dinheiro aportado até agora.

Na nota divulgando o aporte, a Infor fala da possibilidade de um IPO já em 2019, mas deixa a porta aberta para uma eventual movimentação também em 2020.

A Infor não está entre as maiores no seu segmento, mas tem uma operação bem azeitada: a empresa teve vendas totais de US$ 3 bilhões no ano fiscal 2018, uma alta de 8%.

A transição para o modelo de software como serviço, um desafio para empresas da velha guarda como a Infor, parece estar indo bem: as vendas de SaaS cresceram 21,3%, frente a uma queda de licenças de 4,7%. 

Hoje, 70% da sua receita de licença de software vem dessas aplicações em nuvem. Todo o software da Infor roda na nuvem da AWS, uma decisão tomada ainda em 2014.

No Brasil, a Infor tem visto uma rotatividade acima da média no seu comando.

A última executiva a assumir o posto foi Alessandra Martins, ex-VP de vendas para a área de serviços financeiros na Oracle, em julho do ano  passado.

Nos últimos seis anos, a empresa teve cinco executivos na posição.