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Angeloni tem pagamento por biometria facial

17/03/2021 11:42

Projeto é da Payface, uma startup de Florianópolis que está em alta no nicho.

Cliente do Angeloni vai poder pagar a compra com uma fotinho. Foto: Pexels.

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O Angeloni, maior rede de supermercados de Santa Catarina, passou a aceitar biometria facial como forma de pagamento, usando tecnologia da Payface, uma startup de Florianópolis.

A solução está inserida em todos os caixas rápidos e self-checkouts da unidade da Avenida Beira-Mar Norte na capital catarinense.

De acordo com a Angeloni, é a primeira loja da América Latina a implementar pagamento por reconhecimento facial.

A ideia é diminuir a fila e evitar contato físico entre os consumidores (indiretamente, pela digitação das senhas). O reconhecimento funciona inclusive com máscaras.

A ferramenta está integrada ao aplicativo do Angeloni e permite compras por cartões de crédito. Para começar a pagar por reconhecimento facial, o usuário baixa o aplicativo do Angeloni no seu próprio celular e cadastra o rosto.

No momento em que for fazer suas compras, o consumidor se posiciona em frente a um dispositivo móvel instalado junto ao caixa e faz a sua identificação com o rosto, sem precisar usar o celular. 

Então, com a identificação validada pelo sistema, o atendente, do outro lado, confirma o valor e finaliza a compra com a autorização do cliente. Todo o processamento é feito sem nenhum toque no dispositivo.

O contrato com o Angeloni é uma grande tacada para a Payface, que tem quase dois anos de atuação, e já realizou mais de 100 mil transações com rosto durante sua validação em pequenos comércios de Florianópolis. 

O Angeloni já tem um aplicativo de compras e fidelização próprio desde o ano passado, desenvolvido pela Zanthus, uma empresa de automação comercial sediada em São Paulo.

Com o aplicativo, os clientes da rede catarinense tem acesso a preços promocionais ao terem o seu CPF reconhecido no caixa.

O aplicativo oferece ainda geolocalização de lojas e a tecnologia de self scan, através da qual o cliente escaneia os produtos e finaliza a compra sem a necessidade de passar os produtos no caixa.

Em Santa Catarina, segundo o IBGE, os hipermercados e supermercados cresceram em 14,5% em volume e 20,9% em receita nominal até setembro de 2020.

Isso porque, considerados essenciais durante a pandemia, esses estabelecimentos continuaram funcionando nos períodos em que bares, restaurantes e serviços não essenciais fecharam as portas devido às regras de quarentena. 

De acordo com ranking da Associação Catarinense de Supermercados, o Angeloni tem 30 lojas e um faturamento de R$ 2,78 bilhões, o maior no estado, a uma boa distância das concorrentes Giassi e Koch, que ficam na casa dos R$ 2 bilhões.

TECNOLOGIA EM ALTA

A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid) previa que o mercado brasileiro para soluções de biometria em geral chegaria a R$ 1 bilhão até o final de 2020.

No ano passado, a Payface recebeu um aporte de R$ 3 milhões em rodada seed liderada pela empresa BRQ Digital Solutions, o fundo Next A&M e a aceleradora Darwin Startups.

Também participaram grupos apoiados pela Harvard Angels e Nikkey Empreendedores do Brasil (NEB), além de investidores individuais, como Conrado Engel, ex-presidente do HSBC no Brasil.

A Payface foi fundada em 2018, em Florianópolis, por Eládio Isoppo e Ricardo Fritsche, que já haviam empreendido antes em outras startups.

Em 2012, Isoppo participou da fundação da Aquarela, startup de Big Data, e, em 2014, criou o H2App, aplicativo para compra de galões de água sem sair de casa. Este último foi vendido para os acionistas de uma indústria de água mineral do sul do país. 

Já Fritsche havia cofundado a Meritt em 2009, edtech que tem o objetivo de usar a inteligência no uso de dados para melhorar o processo de ensino e aprendizado dos alunos.

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