Polícia terá um reforço em São Paulo. Foto: Edson Lopes Jr./ GESP

O governo de São Paulo investiu R$ 9,7 milhões em um contrato com a Microsoft para implementar no estado o Detecta, um sistema de análise de dados focado no combate ao crime já instalado pela multinacional em Nova Iorque.

De acordo com nota da Microsoft, o sistema faz a indexação de grandes quantidades de informação policial e faz associações automáticas entre esses dados.

Um exemplo de uso seria o cruzamento de informações sobre  características de um suspeito coletada por câmeras de monitoramento ou a forma como um crime foi praticado, explica a nota.

Esses dados são automaticamente relacionados e apresentados para o usuário, que pode ser um policial de patrulhamento, um investigador ou o responsável pelo planejamento dos recursos de segurança pública em um determinado local. 

O acordo assinado prevê que o governo estadual dividirá com a Microsoft a propriedade intelectual de todas as aplicações que forem desenvolvidas em São Paulo para o sistema de monitoramento inteligente. Os dados ficarão em servidores da Prodesp, estatal de processamento de dados paulista.

Os primeiros resultados do Detecta estão previstos para quatro meses a partir do início da parceria com o sistema de monitoramento inteligente.

Nos três primeiros meses, serão realizadas três ações em paralelo: adaptação do sistema para as normas brasileiras, com tradução e troca para unidades utilizadas treinamento dos primeiros usuários e implantação do sistema.

No quarto mês, os alertas para 10 mil padrões de crimes, que foram desenvolvidos em Nova Iorque, serão adaptados para as necessidades da polícia paulista.

No restante do contrato de dez meses, a Microsoft será responsável por desenvolver novos alertas e regras do sistema de acordo com a experiência que estará em desenvolvimento em São Paulo.

“O pioneirismo do governo do Estado de São Paulo ao adotar o sistema implantado com sucesso em Nova Iorque será um aliado importante para combater o crime e proporcionar mais segurança aos cidadãos”, afirma Mariano de Beer, presidente da Microsoft Brasil.

O acesso ao sistema poderá ser feito por meio de computadores, notebooks, tablets e smartphones, mas com comando a partir do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), do Cepol (Centro de Comunicações e Operações da Polícia Civil) e do Ciisp (Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública do Estado de São Paulo).

Inicialmente, o acesso ao sistema poderá ser feito por até 1 mil policiais ao mesmo tempo, mas com possibilidade de ampliação.

O projeto feito em Nova Iorque, anunciado em agosto de 2012, foi uma parceria entre o departamento de polícia da cidade e a Microsoft. 

Pelo acordo americano, o NYPD tinha direito a 30% do faturamento da Microsoft com a venda para outros clientes.

Informações divulgadas na época estimavam o custo de desenvolvimento do sistema entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões.