Creditas, Quinto Andar e Neoway são as favoritas do estudo Corrida dos Unicórnios. Foto: Pexels.

O estudo Corrida dos Unicórnios, realizado pela Distrito em parceria com a KPMG, aponta que fintechs, empresas de mobilidade e plataformas imobiliárias estão entre as favoritas para se tornarem os próximos unicórnios brasileiros. O termo caracteriza startups que atingem US$ 1 bilhão em valor de mercado.

A pesquisa apresenta uma lista de 10 empresas com potencial para atingir o status. O estudo contou com a curadoria de especialistas, investidores, aceleradoras, fundadores de startups, acadêmicos, imprensa e executivos de grandes corporações. 

O estudo aponta como favoritas as startups Creditas, Quinto Andar e Neoway.

A Creditas é uma fintech especializada em oferta online de crédito com garantia. Em abril de 2018, a startup anunciou um aumento em sua rodada de financiamento da Série C para US$ 55 milhões com a entrada do Santander InnoVentures e Amadeus Capital Partners.

Já a Quinto Andar, startup focada em aluguéis residenciais, fechou no final de 2018 um aporte de R$ 250 milhões em sua terceira captação, liderada pelo fundo americano General Atlantic. 

A Neoway, de Santa Catarina, atua com big data analytics. Em setembro de 2017, a empresa catarinense captou US$ 30 milhões com fundos de investimento como o Temasek, com sede em Cingapura. Em junho, a empresa havia fechado outro aporte de US$ 45 milhões. Desde sua fundação, a companhia já captou US$ 105 milhões com investidores.

O estudo cita ainda “apostas quentes” que podem se tornar unicórnios: ContaAzul, Ebanx, VivaReal, Resultados Digitais e Grow. CargoX e Loggi aparecem como “elemento-surpresa”. 

“Chama atenção que três delas [Neoway, ContaAzul e Resultados Digitais] estão fora de São Paulo. Santa Catarina vem se tornando um pólo promissor de inovação”, afirma Gustavo Gierun, co-fundador do Distrito. 

Hoje, o Brasil conta com seis unicórnios: 99, Nubank, iFood, Stone, Arco e Gympass. 

No mundo, são 314, três quartos deles nos EUA (154) e China (83). 

De acordo com o estudo, os seis unicórnios brasileiros têm fundadores com idade média de 29,4 anos no momento da criação da empresa e de 36,1 anos quando viraram unicórnios. 

O mais novo, João Thayro, tinha 25 anos quando fundou o Gympass e 32 quando atingiu o valor bilionário. Paulo Veras, da 99, e Patrick Sigrist, do iFood, figuram como os mais velhos, ambos tinham 40 anos quando fundaram seus futuros unicórnios.