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Os funcionários brasileiros são os segundos mais satisfeitos no mundo com as sua qualidade de vida no trabalho, muito perto dos mexicanos.

É o que aponta uma pesquisa da Regus divulgada pela Exame.com, na qual o  índice de qualidade de vida do país saltou de 45, em 2010, para 151, apenas dois pontos atrás do México, com 153.

Uma alta de aproximadamente três vezes frente a uma média mundial de 24% nos 80 países pesquisados, não tem a ver necessariamente com fatores objetivos, mas com a percepção de futuro dos pesquisados.

Isso também explica porque países mais desenvolvidos, mas com um futuro econômico imediato mais sombrio tem resultados bastante inferiores: a Alemanha soma, 94 pontos; o Reino Unido, 104 e o Japão, 105.

“O brasileiro está entre os povos que trabalham mais horas por dia. Mas isso não é uma imposição da empresa. Ele fica mais tempo no trabalho, mas tem uma remuneração melhor e possibilidade de ser promovido”, diz Guilherme Ribeiro, diretor geral da Regus no Brasil.

A pesquisa da Regus aponta que 58% dos profissionais brasileiros afirmam que passam mais tempo no trabalho do que em 2010.

Ou seja, não foi uma mudança na qualidade do cafezinho ou colegas de trabalho mais bonitos que mudou a qualidade de vida no trabalho, mas uma percepção sobre o aumento da possibilidade de mais dinheiro no bolso em um futuro próximo.

Apesar de passar mais tempo no trabalho, poucos brasileiros (15%) afirmaram passar mais tempo longe dos seus assuntos pessoais do que há dois anos. Na China, 55% dos profissionais assinalaram esta opção.

Ranking de qualidade de vida
1. México - 153
2. Brasil - 151
3.China - 145
4. Índia - 139
5. África do Sul - 135
6. Austrália - 129
7. Estados Unidos - 123
8. Holanda - 120
9. Canadá -  113
10. França - 109
11. Japão - 105
12. Bélgica - 104
13. Reino Unido - 104
14 Alemanha - 95