URUGUAI

Zonamérica quer brasileiros

17/05/2013 10:26

Da esquerda para a direita: Carlos Garcia, Mauricio Rostán e Leandro Bonilla. Foto: Frederico Lanzon.

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A Zonamérica, polo de tecnologia em zona franca que ocupa 95 hectares a cerca de meia hora do centro de Montevidéu, iniciou uma investida para atrair empresas brasileiras.

Hoje, das cerca de 350 companhias instaladas no local, menos de 10% são uruguaias. Ou seja: o foco é o exterior, que hoje soma presença massiva de empresas norte-americanas, européias e asiáticas, além de latino-americanas entre as quais as da Argentina se destacam.

Do Brasil, são poucas, garante Leandro Bonilla, diretor de desenvovimento de negócios do parque.

Uma realidade que eles pretendem mudar, e para isso iniciaram a caça às brasileiras com a participação na BITS, feira irmã da Cebit que ocorreu em Porto Alegre da terça-feira, 14, à quinta, 16.

“O que é produzido, em soluções e serviços de TI, na Zonamérica é responsável por 1,8% do PIB do Uruguai (que ficou em torno de US$ 53,55 bilhões em 2012). Queremos atrair mais empresas do Brasil, e para tanto oferecemos benefícios com a isenção tributária da zona franca e outros ligados à infraestrutura e apoio”, comenta Bonilla.

Na infra, o parque oferece dois data centers e um centro de TI próprio, que presta serviços de suporte e IaaS às empresas instaladas.

Também há serviços imobiliários, de RH e uma central de treinamento que, em parceria com as universidades do Uruguai, trabalha na seleção, qualificação e adaptação de profissionais às demandas das companhias.

“Se falta pessoal em programação, por exemplo, trabalhamos para qualificar os recursos humanos nesta área, suprindo as necessidades de contratação das empresas”, ressalta o diretor.

Para as instaladas, há a exigência de 75% dos profissionais contratados sejam uruguaios. Por conta disso, a qualificação dos profissionais em língua inglesa também é trabalhada fortemente na Zonamérica.

A missão da Zonamerica à Bits contou também com o reforço de Carlos Garcia, diretor de Desenvolvimento de Negócios de TI, e de Maurício Rostán, executivo de Contas do polo.

O time afirma que não há um cronograma estabelecido de eventos para atração dos brasileiros ao Uruguai, mas que em breve novas investidas acontecerão, focadas em todas as regiões do país.

“Temos muito interesse em atrair as companhias daqui. Há ainda algum desconhecimento sobre a Zonamérica no Brasil, mas vamos mudar isso”, finaliza Bonilla.

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A Constat acaba de fechar uma parceria com a Dinámica, empresa de desenvolvimento de sistemas baseados em open source sediada em Montevidéu, Uruguai.

A companhia, que atende também aos mercados da Argentina, México, Espanha, Chile e Porto Rico, atuará como canal de venda do Qualitor, software da empresa gaúcha, na América Latina.
 
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O Uruguai pode ser uma boa oportunidade para empresas de TI brasileiras interessadas no mercado internacional.

No país, abundam incentivos para atrair companhias estrangeiras, que não necessitam de sócios locais, como acontece no Brasil, por exemplo. O estímulo é oferecido em todo território nacional, com características diferenciadas nas chamadas zonas francas.

Uruguai tem indicadores invejáveis

A missão de empresas de TI gaúchas ao Uruguai esteve na Zonamerica nesta quinta-feira, 03. Antes de falar da zona franca propriamente dita, executivos do empreendimento citaram alguns indicadores sócio-econômicos do Uruguai.

São dados de fazer inveja:

# Segundo dados do Latinobarometro, 77% dos uruguaios opinaram em 2006 que a democracia é preferível a qualquer outra forma de governo. Em Honduras o índice foi 51%. No Brasil, 46%.

FOCO EM BANCOS
Stefanini faz compra no Uruguai

Empresa comprou 55% de participação na Top Systems, especializada em sistemas para bancos e financeiras.

CPqD: gestão para a uruguaia Antel

O CPqD fechou contrato com a operadora de telecomunicações Antel, do Uruguai, para fornecer o Sistema de Gestão de Inventário de Planta Externa à operadora.

A parceria, diz a empresa, é estratégica para a Antel, que vem investindo fortemente em sua rede para levar o acesso por fibra óptica até a casa ou escritório dos usuários.

Uruguaia Quanam abre em POA

A uruguaia Quanam, consultoria especializada em projetos Oracle, acaba de abrir em Porto Alegre sua terceira unidade no Brasil.

Já presente em São Paulo e Rio de Janeiro, a companhia projeta faturar R$ 25 milhões no país este ano. Em 2012, a meta é que o escritório gaúcho represente 10% da receita geral.

“Em 2013, planejamos elevar a participação até 15% e, em 2014, a cerca de 20%”, conta o sócio e diretor da Quanam no país, José Carlos Nordmann.

Honeywell: TI para celulose no Uruguai

A Honeywell vai fornecer sistemas de controle de processo para a fábrica de celulose Montes Del Plata, localizada no Uruguai e operada pela joint venture entre a finlandesa Stora Enso e a chilena Arauco, em um investimento conjunto de US$ 1,9 bilhão.

A unidade começa a operar no primeiro semestre de 2013, com produção estimada de 1,3 milhões/ano de toneladas de celulose.

ZTE encabeça projeto de GPON no Uruguai

A ZTE foi selecionada pela Anatel para auxiliar no fornecimento de uma rede Gigabit Passive Optical Network (GPON) para 300 mil assinantes no país.

A empresa não forneceu os valores, mas, em nota, disse que a licitação foi “uma das maiores já realizadas no mercado sul-americano”.
 
A operadora detia uma participação de 95,5% no mercado uruguaio de banda larga em junho de 2010, sendo uma das maiores players locais.

Navita: encontros no Uruguai, olho na LAC

Executivos da Navita, empresa com sede em São Paulo especializada em aplicativos e soluções para mobilidade e portais corporativos, vão se reunir com representantes de 300 companhias da América Latina e Caribe em Montevidéu na quinta-feira, 14, e sexta, 15.

Os encontros ocorrem durante o Outsource2LAC - Fórum Latino-Americano e do Caribe de Outsourcing e Offshoring.