Jorge Sukarie, presidente da ABES. Foto: Divulgação.

Para orientar os executivos de TI e outros gestores, a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) acaba de lançar o Manual ABES de Gestão de Ativos de Software.

Disponível gratuitamente no site da entidade, o manual interativo mostra como uma empresa pode manter a conformidade de políticas de licenciamento, legislação em vigor e também os erros mais comuns cometidos por empresas.

“O nosso objetivo é alertar e ajudar as companhias a implementar uma metodologia processual que segue as melhores práticas do mercado, ajudando as empresas a aprimorar processos e realizar investimentos conscientes”, comenta Jorge Sukarie, presidente da ABES.

O manual destaca a importância de designar de 3% a 5% do orçamento de software em um programa de gerenciamento de ativos de software.

 “As empresas devem compreender que o processo de gestão é uma maneira eficiente de reduzir os custos”, alerta Sukarie.

O documento lista quatro passos para iniciar um processo de gestão de ativos de software, divididos em: inventário; comprovação de propriedade da licença; verificação contínua da conformidade; gestão de inventário de ativos de software.

O primeiro passo permite identificar as instalações de software não autorizadas e, quais licenças não foram utilizadas. 

A segunda etapa consiste em comprovar a titularidade das licenças adquiridas. 

Já o terceiro passo, tem o objetivo de assegurar a utilização dos ativos dentro da empresa. 

A quarta e última etapa busca gerir, por meio dos dados levantados, a quantidade de software ativo.

Usar uma cópia falsificada de um programa de computador ou utilizar de forma inadequada uma licença não autorizada são algumas das práticas que configuram a pirataria de software.  

Por tanto, é fundamental que as empresas façam um controle dos ativos adquiridos para checar se as licenças estão sendo usadas corretamente e não sofrer penalidades civis e jurídicas. 

“É comum nas empresas os empregados instalarem software sem o correto licenciamento. Entretanto, o que poucos sabem é que o responsável por manter o parque tecnológico legalizado é o proprietário da empresa. A lei brasileira determina que cabe ao empresário responder qualquer irregularidade dentro da companha, inclusive as praticadas por funcionários”, declara Sukarie.

Além do prejuízo financeiro e a exposição negativa da marca, a pirataria expõe a empresa a crimes cibernéticos, provocados pela infecção de malwares, vírus e roubo de dados. 

Outro fator importante está relacionado ao impacto financeiro. Além de praticar a concorrência desleal para obter uma falsa vantagem competitiva, o prejuízo da pirataria em número de contratações atinge no Brasil 20 mil posições anualmente, e financeiro de US$ 2,848 bilhões.

A ABES conta com cerca de 1,5 mil empresas associadas ou conveniadas, distribuídas em 21 estados brasileiros.