RECARGAS

Movilway compra Diga

17/10/2016 18:51

Robinson Casagrande.

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A Movilway, empresa líder em recarga de celulares na América Latina, entrou no mercado brasileiro com a aquisição da gaúcha Diga, sediada em Porto Alegre.

O valor do negócio, divulgado nesta segunda-feira, 17, durante a Futurecom, não foi revelado. A Movilway comprou uma participação majoritária e os sócios da Diga seguem à frente da empresa.

A Movilway abriu que o investimento para a entrada no país, que inclui a compra da Diga e modificações nos seus sistemas para atender a legislação brasileira chega a US$ 5 milhões.

Com a compra, a Movilway coloca um pezinho no mercado brasileiro, agregando os 7 mil pontos de venda da Diga, localizados todos na região do DDD 51, que abrange Porto Alegre é a sexta maior do país em número total de celulares, com 7,9 milhões de unidades.

A Diga é tocada por Robinson Casagrande, um executivo experiente em distribuição de produtos de varejo, que tem no seu currículo a introdução da cerveja Itaipava no mercado gaúcho, por exemplo.

O número, no entanto, é pequeno frente à presença total da Movilway em 10 países da América Latina, onde a companhia tem 100 mil pontos de venda, e à quantidade de pontos no Brasil, estimada em 700 mil. 

A Movilway girou US$ 540 milhões em recargas no ano passado, mesmo com a desvalorização das moedas locais em toda a região. As ambições para o Brasil são altas, dentro de uma meta de quintuplicar os pontos de venda em quatro anos em toda a região.

“É o primeiro passo. Somos líderes nos mercados nos quais atuamos. Acredito que logo, agora com a ajuda dos nossos novos sócios teremos novos anúncios para fazer”, aponta Antonio Ríos, CEO do Grupo Celistics, dono da Movilway.

O grupo Celistics é outra grande companhia do segmento, focada em fazer a logística dos celulares das marcas da Telefonica em toda a América Latina, incluindo 25 dos 27 estados brasileiros.

As possibilidades de crescimento, além das sinergias com a operação da Celistics (a empresa tem uma ideia exata da demanda potencial de um mercado, por exemplo) passam por diversificar o negócio, apostando em ser uma companhia de meios em pagamento em geral.

O negócio de recarga é pressionado por baixas margens (para muitos estabelecimentos, fazer recargas é uma estratégia para atrair consumidores) o que as operadoras tentam compensar delimitando zonas de atuação (o Rio Grande do Sul só tem outras três companhias como a Diga).

“Nos últimos tempos, no entanto, as operadoras tem sido mais abertas a que as empresas de recargas trabalhem com diversas marcas e tenham operações em várias regiões”, explica Casagrande, que atua neste mercado há 17 anos e hoje atua com Oi, Claro, TIM e Vivo.

Com mais escala, empresas de recargas como a Movilway miram em receitas adicionais, com os quais o valor carregado nos celulares possa ser usado em outros pagamentos. Isso já é uma realidade em Quito, por exemplo, onde os celulares são usados para pagar estacionamentos.

Assim como outras empresas de olho nesse mercado, a Movilway destaca o baixo índice de cartões de crédito, na faixa dos 20%, combinado com a alta penetração de smartphones, como a receita para o sucesso futuro.

Maurício Renner cobre a Futurecom em São Paulo a convite da organização do evento.

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