Mauro Molino. Foto: divulgação.

 

A Procenge, desenvolvedora recifense de softwares de gestão, está focada em sua expansão territorial, reestruturando sua estrutura interna e estratégia de venda via canais.

Com 42 anos de mercado, a empresa iniciou sua mudança em 2013, alterando sua governança interna, com a saída de seus sócios do comando da empresa e a entrada de executivos externos nas funções gerenciais do negócio. 

Atualmente Gilberto Costa, ex-Grupo Daher e integrante do corpo docente do C.E.S.A.R., é o CEO da companhia, que recentemente ampliou sua filial em São Paulo, transferindo a divisão comercial para a capital paulista.

Segundo o diretor comercial da Procenge, Mauro Molino, o objetivo é se aproximar mais com os mercados do Sul e Sudeste, levando soluções como o seu ERP Pirâmide e aplicações de mobilidade corporativa como o Mobi Service.

"Nossa atuação sempre foi mais forte na região Nordeste, com alguns projetos pontuais realizados em outros estados da Federação", explicou Molino. Em 2013, a companhia faturou cerca de R$ 50 milhões. O plano para 2015 é aumentar a receita em 10%.

De acordo com Molino, a meta é crescer o fluxo de vendas 30% e acompanhar os clientes mais de perto, assim como transformar a filial São Paulo na maior da companhia em volume de negócios e de receita.

Para levar seus produtos a um número maior de clientes, a empresa aposta nos cases já estabelecidos nos últimos anos. Um dos principais citados por Molino é o da fabricante EMC, que no Brasil usa o ERP da Procenge. A filial brasileira é a única no mundo que usa um ERP local - ao redor do mundo a multinacional usa SAP.

"Também temos em nossa base de usuários do Pirâmide cerca de cem das trezentas Unimeds do país. Entre elas estão a Unimed Paulistana, Florianópolis, entre outras", detalha o executivo. Segundo Molino, a solução é adotada por cerca de 16 mil usuários em todo o país.

Para aumentar o faturamento e identificar novas oportunidades, a empresa focará em canais no próximo ano. Desde agosto deste ano a empresa já reuniu 25 novos canais, que estão em processo de treinamento e homologação.

Segundo Molino, em 2015 o plano é de pelo menos dobrar esta base. Os canais de vendas selecionados receberão treinamento e serão homologados, podendo se enquadrar nas modalidades Register, Silver e Gold. O processo dura, em média, oito semanas. 

"Estamos investindo na capacitação de canais para venda e implantação, assim como suporte de primeiro e segundo nível. A parte de desenvolvimento e customização de soluções ainda ficará conosco, na matriz em Recife", destaca o diretor.

Sobre as metas de expansão, Molino afirma que a empresa trabalha dentro de uma projeção realista, admitindo que 2015 ainda será um ano complicado para o mercado. Entretanto, ele mira mercados estratégicos como utilities, saúde e governo como um dos principais focos no próximo ano.

"Vai ser um ano difícil e ainda estamos afinando nossa operação. Investiremos em marketing, capilarização através de canais e acredito que os frutos deste trabalho serão colhidos a partir de 2016", avalia.