Evandro Mees, diretor de Serviços da Senior.

A Senior, empresa de sistemas de gestão, acesso e folha de pagamento sediada em Blumenau, acaba de certificar sua operação de fábrica de software no nível 2 do CMMI, com consultoria da ISD Brasil.

Essa não é a primeira experiência da companhia com o modelo de qualidade de desenvolvimento de software americano. No passado, a empresa chegou a ser certificada CMMI nível 3 (o selo vai do nível 2 até o 5), mas parou de se recertificar depois de cinco anos.

É uma trajetória normal em torno do tema, que despertava um grande entusiasmo no começo dos anos 2000, mas foi saindo gradativamente da pauta das companhias de software, pelo menos no Brasil.

No meio tempo, no entanto, as circunstâncias voltaram a mudar. A Senior criou uma unidade de fábrica de software, hoje com 85 desenvolvedores e 95 mil horas em projetos e serviços entregues no ano passado.

A fábrica focava inicialmente em atender desenvolvimentos customizados para clientes da Senior, mas ganhou massa crítica e a Senior tem planos de passar a disputar também licitações públicas, aponta o diretor de Serviços da Senior, Evandro Mees. É aí que entra o CMMI.

“O selo CMMI pontua com frequência nos requisitos técnicos dos editais. Estamos prevendo que o governo vai contratar mais e mais desenvolvimento de empresas privadas”, aponta Mees.

Os contratos com o governo e o selo ajudarão a dar mais escala e qualidade para o atendimento da base de empresas privadas, aponta Mees. No ano passado, a fábrica de software cresceu 27%, com atingimento de 177% do resultado esperado. 

“Os ganhos em nossa governança foram extremamente significativos. A excelência com a execução, monitoramento e controle dos projetos favorece entregas de qualidade, dentro do prazo, custo e escopo para nossos clientes”, comenta o gerente da Fábrica de Software, Diego Rocha. 

No final do ano passado a Senior comprou a paulista Mega, atingindo um faturamento de R$ 400 milhões.