CRISE

Compasso: 100% para casa “em breve”

18/03/2020 15:43

Companhia do UOL quer todos os 1,5 mil  funcionários em home office.

País vive uma debandada dos escritórios. Foto: Pixabay.

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A Compasso, empresa de desenvolvimento de software e transformação digital da UOL, está levando a cabo o que parece ser o plano de home office mais ambicioso entre as empresas de tecnologia brasileiras, em meio à crise do coronavírus.

Desde a segunda-feira, 09, três dias antes da OMS declarar a doença uma pandemia, a empresa já havia acionado o seu plano de continuidade, com medidas que incluíram home office para 100% dos funcionários em “diversos times e setores da companhia”, segundo explica a Compasso em nota.

De acordo com a companhia, a meta é “em breve” colocar todos os 1,5 mil funcionários em home office, contribuindo assim para a redução da circulação de pessoas nas ruas.

A empresa não dá detalhes, mas ao que parece a política de home office se estende também para profissionais alocados em clientes.

“Nossos investimentos garantiram que nossos times, de desenvolvedores à operadores, pudessem atender aos nossos clientes em regime de home office de forma dinâmica, escalável e prontamente adaptável, sem qualquer interrupção”, aponta a Compasso.

Provavelmente, ajuda na virada de modelo da Compasso o fato de que a empresa tem uma operação mais distribuída do que o normal em uma empresa de TI do mesmo porte.

A empresa opera a partir de 13 centros de desenvolvidos espalhados pelo país, o que exige um grau de organização de processos e de ferramentas de trabalho não tão diferentes de mandar todo mundo para casa.

A lista inclui Passo Fundo, onde hoje trabalham 400 profissionais e uma série de cidades de porte pequeno e médio no interior do país, entre elas Chapecó, em Santa Catarina, ou Erechim, no Rio Grande do Sul, além de grandes centros como São Paulo, Belo Horizonte ou Recife.

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 16h10 desta quarta-feira, 18, 387 casos confirmados de novo coronavírus em 19 estados e no Distrito Federal. 

A expectativa é de crescimento exponencial nas próximas semanas, com os governos adotando medidas para reduzir a circulação de pessoas nas ruas. 

As empresas de TI tem respondido com a adoção de práticas de home office, com graus diversos de intensidade.

Entre as que vieram a público revelar quais são suas políticas, uma pequena minoria frente ao conjunto do mercado, existem três grupos.

O primeiro adotou mandou 100% dos funcionários para casa, mas por um prazo limitado a essa semana, como a Neogrid, com cerca de 700 funcionários, e a E-Core, com 320. O período seria uma espécie de “fase de testes”.

Outros adotaram uma abordagem parcial. A Dell mandou trabalhar em casa todos os seus funcionários com permissão para home office, um grupo de que soma 65% dos empregados. A maior concentração da Dell é no Rio Grande do Sul, onde a empresa tem cerca de 1 mil funcionários.

Já a Linx (3,5 mil funcionários), adotou uma espécie de home office rotativo, com turnos, sem abrir maiores informações sobre critérios ou abrangência.

Uma terceira abordagem é permitir home office só para perfis de risco, como a Stefanini, que está mandando para casa apenas aqueles entre seus 14 mil funcionários que sejam gestantes, pessoas com mais de 60 anos ou que tenham baixa imunidade. Também deve trabalhar em casa qualquer um que tenha um sintoma aparente de gripe, o que é meio óbvio.

O Serpro, maior estatal de TI do país, começou na semana passada com um protocolo de home office similar ao da Stefanini, mas nesta terça-feira, 16, já decretou home office geral em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

A partir da quinta, 19, as diretorias regionais do Serpro já poderão decidir se mandam seus funcionários para trabalhar em casa.

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