Cristina Palmaka.

A SAP do Brasil optou por esconder o jogo na divulgação de resultados do segundo trimestre de 2014, não abrindo índices de crescimento do negócio como um todo e apostando em indicadores escolhidos a dedo.

Nos resultados do primeiro semestre, feita nesta quinta-feira, 17, a empresa falou em crescimento de “três dígitos” da receita com vendas de aplicações de negócios baseadas em nuvem. No caso da plataforma de computação em memória SAP Hana, o crescimento foi de “dois dígitos”.

Foi uma dimunição da quantidade de informações em relação ao primeiro semestre, quando a SAP revelou crescimento de “um dígito” na receita total e na receita de software e serviços relacionados. 

No ano passado, os resultados divulgados foram de 56% e 107% respectivamente, sempre em receitas com vendas de software, o indicador principal de desempenho para uma companhia do ramo.

Se o desempenho geral parece não ser o mesmo, a SAP conseguiu emplacar grandes contratos, inclusive em setores nos quais não tem grande penetração no Brasil. 

Na nota, a multinacional destaca crescimento de “três dígitos” nas áreas de setor público, utilities e seguros. 

No período a empresa fechou contratos com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais e a CEEE, estatal de energia elétrica gaúcha.

Apesar dos valores certamente serem menores do que os dos dois casos acima, a SAP também fez um golaço de marketing ao fechar um contrato com o Grêmio de Porto Alegre, anunciado dias após o triunfo da seleção alemã, outro cliente da multinacional. 

Cristina Palmaka, executiva que assumiu a presidência da SAP do Brasil em setembro do ano passado, mostrou um tom otimista na nota divulgada pela companhia.

“A proposta da SAP está focada em oferecer aplicações para facilitar a gestão de negócios em tempo real e em um ambiente de nuvem. Esta é uma estratégia da companhia em todo o mundo e estamos orgulhosos em apresentar ótimos resultados dentro das diretrizes globais da companhia”, afirma Cristina.

A SAP encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de 556 milhões de euros, uma queda de 23% em relação ao mesmo período do ano passado.

 A receita da companhia, por sua vez, cresceu 2%, para 4,15 bilhões de euros.