Agropecuária é prato cheio para os negócios da Cigam. Foto: Flickr.com/fotosdoacre

A Agral, fabricante de equipamentos para agricultura de precisão com sede em Passo Fundo, e a Inroda, indústria paulista de máquinas agrícolas, acabam de encorpar a carteira de clientes da gaúcha Cigam.

Os contratos ampliam a base de 2,8 mil clientes da Cigam e fomentam a meta de faturamento estipulada em R$ 42 milhões para 2012, alta de 20,6% frente a 2011.

Na Agral, a empresa implantou o ERP Cigam, em um projeto que padronizou as bases de dados e processos da companhia.

Anteriormente, todos os processos da Agral eram realizados de forma autônoma e pessoal, o que tornava necessário o envio de relatórios por e-mail, ligações e deslocamentos entre funcionários de departamentos diversos.

Hoje, o quadro é outro, segundo Henrique Langa, gerente Administrativo da Agral.

“O software une desde o processo de fabricação até o pós-venda”, resume Langa.

A aquisição foi feita por meio da Unidade Cigam Servipro.

De todos os módulos adquiridos - Gestão Financeira, de Materiais e de Serviços, Vendas/CRM, Faturamento e Pedidos, Suprimentos/Compras, Engenharia, Planejamento de Materiais, Controle de Produção, Configurador de Produtos e Escrita Fiscal -, o último é um dos destaques para Langa.

“Com a obrigatoriedade do SPED, decidimos facilitar a criação do arquivo, que hoje é gerado nos padrões da Receita Federal e validado no software governamental. Isso proporciona um ajuste fino no gerenciamento tributário e auxilia na elisão fiscal”, define o gerente.

Ele também comenta ganhos com o módulo de Planejamento e Controle de Produção, que permite gerenciar o fornecimento de matéria prima, evitando parar a produção por falta ou burocracia na compra de algum insumo.

INCREMENTANDO O USO

Já na Inroda, o software aduirido foi o ERP Cigam 8i, desenvolvido pela Abyz Informática, de Novo Hamburgo, e implantado pela unidade Cigam São Paulo.

A companhia já usava solução de gestão da fabricante gaúcha há dez anos, mas agora mais do que dobrou o número de módulos contratados: de seis para 17.

O número de licenças também duplicou, chegando a 12.

“Pudemos padronizar as informações, automatizar processos, integrar áreas que antes usavam diferentes ferramentas e diminuir o índice de erros e retrabalho”, avalia o gerente Industrial da Inroda, Roberto Sampaio.

Hoje, além de processos, dados e departamentos integrados, a companhia ganhou a possibilidade de gerenciamento online de informações a que antes “sequer tinha acesso”, segundo o gerente.

A companhia é usuária dos módulos Gestão Financeira, de Materiais e de Resultado; Faturamento e Pedidos, Suprimentos/Compras, Escrita Fiscal, Contabilidade, Controle Patrimonial, Vendas/CRM, DIRF, Custo Estrutural, Engenharia, Planejamento de Materiais (MRP), Controle de Produção, Estratégia de Preços, BI, Folha de Pagamento e Frequência/Acesso.

Em breve, a meta é contratar o módulo de mobilidade do ERP, o Cigam Mobile, para dar mais agilidade à equipe de vendas.

“Os vendedores poderão acessar online e remotamente a plataforma para inserção e acompanhamento da posição do pedido até a entrega ao cliente”, finaliza Sampaio.

O Cigam Mobile pode ser acessado via web, em celulares com iOS, Android e, em breve, Windows 8.

A solução, lançada no começo deste ano, é fruto de um investimento de R$ 1,2 milhão realizado ao longo de um ano, dos quais 40% veio de um financiamento a fundo perdido da Finep.

Futura usuária do módulo, a Inroda foi fundada em Avaré, no interior de São Paulo, onde fabrica máquinas agrícolas vendidas para todo o Brasil e países como Venezuela, Colômbia, México, Panamá, Argentina e Paraguai.

Em algumas linhas de produto, a companhia possui participação de 90% no mercado nacional, segundo dados próprios.

MERCADO FÉRTIL
O incremento da carteira no agronegócio fortalece a Cigam em um mercado que, conforme dados do Portal do Agronegócio e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP, não para de crescer.

No ano passado, só as exportações brasileiras deste setor alcançaram recorde de U$$ 88,9 bilhões, 25% a mais do que em 2010, acumulando crescimento de 322% desde o ano 2000.

Contribuíram para o avanço de 2011 um aumento de 26,7% dos preços em dólar e de 1,87% do volume exportado, segundo análise do IPE-Agro/Cepea.

Dentro do país, o segmento impulsiona a expansão de regiões inteiras – caso do Sul e do Centro-Oeste.

Esta última, que reúne Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal, é a região de maior crescimento trimestral no país há um ano, conforme o Índice de Atividade Econômica do Banco Central.

Já no período de 12 meses encerrado em maio, o Centro-Oeste desponta com crescimento de 5,9%, seguido pelo Sul, com 4,4%, e Nordeste, com 4,2%.

Na região de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o agronegócio impulsiona a expansão com base em setores como grãos e leite.

Só no mercado gaúcho o Índice de Captação de Leite (ICAP-Leite), elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), teve aumento de 11% em junho passado, frente ao mês anterior.

Em todo o Sul, o acréscimo foi de 7,4% no período.

Na média geral de uma pesquisa do Cepea que considerou os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Sçao Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia, o índice subiu 4%.

O levantamento também mostra que o ICAP-Leite aumentou em todos os estados na comparação junho de 2012/junho de 2011, ficando em patamar 6% superior no primeiro semestre do ano.