A IBM vai apoiar a Schaeffler no universo da IoT. Foto: Divulgação.

A IBM e a Schaeffler, um dos principais fornecedores automotivos e industriais do mundo, assinaram um acordo focado em transformação digital e internet das coisas (IoT).

A empresa irá contar com a IBM como fornecedora de tecnologia, consultora e parceira de desenvolvimento para um ecossistema digital.

Com isso, a IBM vai apoiar a Schaeffler na integração de seus sistemas, máquinas e componentes mecatrônicos no universo da IoT, bem como na implementação de novos modelos de negócios com base na atividade digital. 

A Schaeffler fabrica milhões de produtos de engenharia de precisão para máquinas que vão desde sistemas de embreagem para automóveis até rolamento de motores utilizados em turbinas eólicas.

O acordo também servirá às áreas de engenharia e ao desenvolvimento de soluções inovadoras de "mecatrônicos" que combinam capacidades eletrônicas, mecânicas e de software em componentes individuais e sistemas que podem monitorar, relatar e gerenciar seus próprios desempenhos.

A Schaeffler busca construir modelos virtuais que representam sistemas industriais inteiros, permitindo novas abordagens para design de produto, fabricação e serviço de pós-venda. 

As capacidades de conectividade e analytics da plataforma Watson irão analisar enormes quantidades de dados de milhões de sensores e dispositivos nas operações da Schaeffler para otimizar o desempenho do equipamento no campo.

Parcerias como essa, entre indústrias e empresas de TI, estão em alta.

Há poucos dias, a Indra e a GE firmaram uma aliança para trabalhar em conjunto no desenvolvimento de aplicações digitais para a indústria no Predix, o sistema operacional de internet industrial projetado pela GE. Em junho, a GE firmou um acordo semelhante com a HPE.

Também neste mês, a Microsoft firmou uma parceria focada em IoT. A ABB, gigante suíça de automação industrial, vai oferecer aos seus clientes a nuvem Azure e suas funcionalidades na área de internet das coisas e inteligência artificial.

O foco serão segmentos como robótica, portos, veículos elétricos e energias renováveis.