2013 será um ano difícil para a segurança do Android. Foto: reprodução.

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Um estudo divulgado pela empresa de segurança Eset divulgou que em 2013, o crescimento de infecções em dispositivos com o sistema operacional Android será exponencial.

Conforme reporta a Computerworld, o estudo aponta que o crescimento veloz da adoção dos smartphones e o crescente uso desses dispositivos para operações financeiras está chamando a atenção dos cibercriminosos para o mercado móvel.

"Se o mercado cresce e a tecnologia é aprimorada, então, enquanto os usuários que usam esses aparelhos para armazenar uma grande quantidade de informações sigilosas não adotar as medidas necessárias de proteção, é lógico esperar que os cibercriminosos desenvolvam ameaças para lucrar com esta situação", relata o estudo.

Segundo a Eset, os dispositivos Android aumentaram a sua fatia no mercado, subindo de 43% em 2011 para 64% do mercado neste ano, se tornando o novo alvo preferido dos criminosos, principalmente nas aplicações de mobile banking.

De acordo com o levantamento, é esperado que no próximo ano, 530 milhões de pessoas utilizem serviços bancários de seus smartphones. Isto representa um aumento de 76% comparado com 2011.

ATAQUE

A Eset destaca que os malwares para Android geralmente usam três métodos de infecção. 40% dos programas inscrevem aparelhos clandestinamente em serviços SMS.

Outra parte destes softwares maliciosos (32%) possibilitam o controle do dispositivo pelo criminosos. Por fim, 28% dos aplicativos invadem os celulares para roubar informações do aparelho.

Segundo destaca o estudo, a disseminação de malwares por sites infectados será a de maior crescimento em 2013. Os cibercriminosos intensificarão suas buscas por fragilidades na rede para injetar códigos maliciosos.

Quando o alvo visita o site, o malware é baixado em seu computador ou dispositivo móvel, onde desempenha suas funções maliciosas.

"Malwares para Android visam não só continuar a crescer a um ritmo preocupante, como também continuarão a evoluir até que eles sejam muito semelhantes em capacidade aos seus pares no mundo dos mais tradicionais computadores", avisa a Eset.