Sala de aula irá fornecer aos professores informações sobre cada aluno. Foto: flickr.com/photos/shanghaidaddy.

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Nessa terça-feira, 17, a IBM divulgou o IBM 5 in 5, uma lista com as cinco inovações que têm potencial de mudar hábitos das pessoas no trabalho, na vida e nas interações no próximos cinco anos. 

A lista dessa oitava edição explora a ideia de que tudo será capaz de aprender, a partir de uma nova era de sistemas cognitivos. Dessa forma, as máquinas irão aprender, raciocinar e interagir com as pessoas mais naturalmente e de forma personalizada. 

Para a IBM, essa computação cognitiva está surgindo a partir da computação em nuvem, de análises de dados e de tecnologias de mobilidade, com cuidado aos princípios de privacidade e segurança.

"Ao criar uma tecnologia que é concebida para aprender e melhorar o nosso conhecimento, nasce uma nova era de progresso para a sociedade", explica diz Fabio Gandour, Cientista Chefe da IBM Brasil.

Confira as cinco previsões da companhia baseadas nas tendências de mercado e nas tecnologias emergentes dos laboratórios de pesquisa próprios da empresa:

Sala de aula aprenderá sobre cada aluno

Essa sala de aula irá fornecer aos professores informações para entender sobre todos os seus alunos individualmente, com uma espécie de currículo desde o jardim de infância até o ensino médio.

O conhecimento será formado com o uso de dados longitudinais, como resultados de testes, assiduidade e comportamento em plataformas e-learning.

Um sistema baseado em computação em nuvem permitirá que os educadores identifiquem os alunos com mais dificuldade de aprendizado. 

Cientistas da IBM iniciam o projeto na Gwinnett County Public Schools, 14° maior distrito escolar dos EUA. O objetivo é identificar semelhanças de aprendizagem, prever o desempenho e as necessidades para alinhar às técnicas de ensino para cada um dos 170 mil estudantes da instituição e aumentar o número de formandos. 

Afinal, as estimativas mostram que, mundialmente, cerca de 2 em cada 3 adultos não alcançaram o equivalente a um ensino médio. 

 

Compras em lojas físicas com experiência personalizada

A IBM acredita que nos próximos cinco anos, as compras em lojas físicas voltarão a se destacar. Varejistas experientes usarão o imediatismo do estabelecimento e a proximidade com os clientes para criar experiências que não podem ser replicadas por lojas online. 

Os comerciantes poderão ampliar a experiência digital ao contar com tecnologias para que os vendedores sejam especialistas em cada produto na loja. O uso de tecnologias como a realidade aumentada e o plano para abrir o Watson como uma plataforma de desenvolvimento de aplicativos também pode facilitar esse processo.

Os usuários compartilham diversos aspectos da sua vida, como a sua saúde ou necessidades nutricionais em redes sociais, e os varejistas serão capazes de antecipar os produtos que um cliente mais quer e precisa. 

Assim, as lojas terão a possibilidade de promover experiências personalizadas para cada indivíduo.

Médicos usarão DNA para identificar tratamento

Com os avanços na análise de dados e sistemas cognitivos baseados em nuvem emergentes, aliados aos avanços nas pesquisas e nos testes de genomas, os médicos poderão diagnosticar com precisão o câncer e criar planos de tratamento personalizados para os pacientes. 

Máquinas inteligentes levarão a saída do sequenciamento do genoma completo e vasculharão vastos repositórios de registros médicos e publicações para aprender e, rapidamente, fornecer conhecimentos específicos e acionáveis sobre as opções de tratamento para os oncologistas. 

Guardião digital online

Cada um pode ser protegido por seu próprio guardião digital, que será treinado para se concentrar nas pessoas e itens que protege, oferecendo um novo patamar de proteção contra roubo de identidade. 

Para isso, irá incorporar dados de contexto, situação e histórico para verificar a identidade de uma pessoa em dispositivos diferentes e entender o que é uma atividade normal e o que não é.

Cidade ajudará a viver nela

As cidades inteligentes irão entender o que as pessoas precisam, o que gostam, o que fazem e como se movem de um lugar para outro e os dispositivos móveis e o engajamento social permitirão aos cidadãos construir relacionamento direto com os representantes da cidade.

Dessa forma, a cidade poderá otimizar sua administração de acordo com as necessidades da sociedade.

Os pesquisadores da IBM Brasil desenvolveram uma ferramenta colaborativa que permite que os usuários reportem as condições de acessibilidade das ruas através de seus celulares, ajudando as pessoas a se locomoverem pela cidade. 

Em Uganda, a Unicef está colaborando com a IBM numa ferramenta que permite a comunicação dos jovens com o governo e líderes comunitários.