FUTURO

Softex: R$ 50 milhões para fundo

18/12/2020 12:43

Foco são startups da “quarta revolução industrial”, com aportes de até R$ 5 milhões.

Ruben Delgado, presidente da Softex.

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A Softex acaba de criar um fundo de investimento com objetivo de captar R$ 50 milhões em até quatro anos para investir em startups de uma área definida pela organização como "quarta revolução industrial”.

O termo geralmente é usado como um sinônimo de Indústria 4.0, mas no caso da Softex abarca mais campos, indo desde tecnologias como inteligência artificial, manufatura aditiva e IoT, mas incluindo também campos como biologia sintética.

As startups deverão ter faturamento de até R$ 16 milhões por ano no momento do aporte, que poderá ir de  R$ 500 mil a R$ 5 milhões.

A Softex vai operar o fundo em parceria com a Bertha Capital e M8 Partners, com dinheiro vindo de empresas beneficiárias da Lei de Informática Nacional, que poderão colocar no fundo dinheiro que deveria ser investido em P&D dentro dos termos da lei.

“Um fundo de investimento era a peça final que faltava no ecossistema Softex.  Muitas startups interessantes poderão ser acessadas pelas empresas beneficiárias de Lei de Informática, que poderão ter um “quinhão” do fundo para as suas verticais de negócios definidas”, afirma Ruben Delgado, presidente da Softex.

Criada há quase 20 anos, a Softex foi pensada inicialmente como o equivalente para o setor de tecnologia da agência de promoção de exportações Apex, tendo como foco principal a internacionalização da indústria de software brasileira.

A estratégia se desdobrava na promoção de missões empresariais de empresas brasileiras em grandes feiras, ou na criação de um modelo de qualidade de software nacional, o MPS.BR, um equivalente do CMMI.

Na última década, a Softex tem diversificado a sua atuação, visando ocupar um espaço no emergente ecossistema de startups. A entidade é a operadora do Startup Brasil, o maior programa do governo federal para startups, além do Conecta Startup, Conexão Startup-Indústria.

No final do ano passado, o Ministério da Ciência e Tecnologia colocou R$ 22 milhões em um programa de formação de mão de obra com foco em aplicações móveis gerido pela Softex e executado em oito instituições de ensino no país.

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