Sandra Vaz. Foto: divulgação.

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A paulista Ramo Sistemas acaba de se tornar a primeira parceira SAP para oferta do Business One na nuvem para o mercado de oil & gas em um modelo de SaaS, dentro da estratégia de OEM anunciada pela multinacional alemã no Brasil no começo deste ano.

Pelo acordo, o SAP B1 será oferecido para companhias pequenas que atuem ligadas, direta ou indiretamente, às grandes corporações do setor de óleo e gás ou que almejem se tornar fornecedoras do segmento.

Conforme Decio Krakauer, diretor da Ramo, a meta é ter entre cinco mil e dez mil empresas com o sistema integrado em três anos.

A mira está nas empresas que terceirizam mão de obra, locação de equipamentos, infraestrutura, serviços em campo, entre outros, tendo a base de dados interligada com as grandes empresas e o controle da gestão dos processos.

“O que oferecemos é uma versão light do SAP B1, com funcionalidades específicas para oil & gas, que farão a integração dos processos e o controle da gestão de compras e vendas. É uma solução plug-and-play, que demandará pouquíssimo treinamento de usuários”, afirma o executivo.

A Ramo também desenvolveu uma versão mais completa, pré-parametrizada, com mais módulos do sistema SAP.

Esta oferta também estará na nuvem, voltada às demandas de controle de toda a cadeia produtiva do segmento.

Segundo Krakauer, a solução da parceira permite integrar o catálogo de compras com os fornecedores por meio do SAP B1, possibilitando que uma empresa procure por um determinado produto e confirme imediatamente quem são os fornecedores que o possuem em seu catálogo.

“Isso garante muito mais agilidade ao processo de compra nas organizações”, conclui o diretor da parceira OEM.

Com mais de 900 clientes em todo o Brasil, a Ramo atua no mercado de ERP com consultoria de implantação, desenvolvimentos específicos, suporte e serviços na área de software fiscal, NFe, speds.

A empresa se soma a uma lista de parceiros da iniciativa OEM da SAP que já conta com outras 13 companhias, incluindo as catarinenses Softplan Poligraph, Operacional Têxtil, a curitibana FH Consulting, as paulistas Union IT, Engine, Tropico, Thomson Reuters, SQL Tech e DMSS, a mineira Sigga, que tem filiais em São Paulo, Brasília, México, EUA  e Alemanha; e a Coss Consulting, de São Carlos, além de outros dois que preferem não ser divulgados.

A vice-presidente de Ecossistema e Canais da SAP Brasil, Sandra Vaz, destaca que com a estratégia OEM o plano é crescer por indústria, por região e por solução.

“O projeto é ter pelo menos um parceiro em cada cidade representativa do país apto a oferecer uma solução SAP em nuvem”, destaca a executiva da SAP.

A meta final, segundo ela, é aumentar a fatia da SAP no mercado brasileiro de software corporativo, com especial atenção ao SMB, onde a empresa enfrenta a concorrência de nomes como Totvs, que, segundo dados da FGV-SP, lidera o segmento, com 26% de share no país.

A Microsoft vem em segundo lugar, com 12%, e a SAP em terceiro, com 10%.

Maurício Renner cobre o SAP Forum a convite da SAP.