Denny Mews, CEO da CargOn.

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A CargOn, uma startup do setor de logística, está usando tecnologia de inteligência artificial da nuvem Azure da Microsoft para fazer a biometria facial dos 50 mil motoristas com cadastro ativo na plataforma.

A tecnologia facilita a identificação de motoristas e suas respectivas habilitações, validando o cadastro do motorista, que faz uma selfie e tira uma foto de seu documento de habilitação. 

Essas informações são a base a partir da qual se gera a ordem de carregamento, que funciona como um “cartão de embarque” do caminhoneiro, sendo apresentado nas empresas que receberão a carga. 

A novidade pode ser acessada pela leitura de um QR Code, trazendo todas as informações sobre a carga e sua procedência, além da identificação com foto do motorista. 

“As soluções digitais já estão disponíveis no mercado, o que fazemos é aplicá-las com precisão para garantir recursos inovadores, como o uso de Inteligência Artificial para a identificação de condutores, evitando fraudes e roubos por falsos portadores”, afirma Denny Mews, CEO da CargOn.

Mews fundou a CargOn em 2020 e é um executivo experiente no segmento de logística. 

Ele trabalhou por quase 18 anos na Coopercarga, uma transportadora de porte médio sediada em Concórdia, em Santa Catarina, na qual passou por diversos cargos na área de tecnologia.

A CargOn já movimentou mais de R$ 600 milhões em fretes desde o início da operação, intermediando o transporte de 140 mil cargas. A meta para 2021 é dar um salto significativo, chegando a R$ 20 bilhões, com 500 mil cargas. A empresa espera faturar R$ 15 milhões em 2021.

A ferramenta da CargOn recebe as demandas, seleciona o melhor veículo e define prioridades, como tomada de preços, rastreio, monitoramento com torres de controle e, inclusive, predição de atrasos e agendamento antecipado dos veículos em trânsito. 

A abordagem adotada pela CargOn é especialmente eficaz para  prevenir a ocorrência do chamado “motorista dublê”.

Um dublê é um estelionatário que se passa pelo motorista original que vai fazer o transporte da carga com documentação falsa, recebe a mercadoria e a extravia.

Em termos de roubo de carga, o Brasil ocupa a sétima posição do ranking mundial, elaborado a partir de estudo do Reino Unido com 57 países. Segundo dados da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística), em 2019, tal situação provocou perda de R$ 1,4 bilhão para as empresas.