O BB antecipará a fornecedores da cadeia automotiva R$ 3,1 bilhões em 2015. Foto: Nataliya Hora/Shutterstock.

O Banco do Brasil anunciou nesta quarta-feira, 19, que antecipará a fornecedores da cadeia automotiva R$ 3,1 bilhões até o final deste ano. O protocolo firmado contempla 26 empresas.

A instituição também anunciou que, a partir da ampliação de acordos do gênero, pretende alcançar 500 empresas com desembolso de aproximadamente R$ 9 bilhões de diversos setores produtivos, como cooperativas, incorporadoras e grandes empresas exportadoras. 

No setor automotivo, o protocolo conta com o empenho da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) na intermediação de acordos de cooperação financeira e comercial entre o BB e associadas. 

Na terça-feira, 18, a Caixa Econômica Federal também firmou convênio com a Anfavea, o Sindipeças e a Fenabrave para apoiar o setor automotivo. A expectativa do banco, segundo a Época, é liberar aproximadamente R$ 5 bilhões até o fim de 2015 em linhas de capital de giro e de investimento com juros mais baixos e prazos maiores às empresas do segmento.

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, disse que as medidas do pacote de apoio financeiro do Banco do Brasil ao setor automotivo estão em linha com as diretrizes do ajuste fiscal realizado pelo governo.

Para ele, o acordo com BB e com a Caixa "demonstra o grau de importância da cadeia automotiva para a retomada da economia brasileira. A cadeia automotiva vive um momento muito difícil, mas não tenho dúvidas de que é apenas um momento", disse. 

Alexandre Abreu, presidente do BB, afirmou que as soluções anunciadas não vão resolver o problema, mas são uma ajuda ao segmento que enfrenta queda de vendas de veículos e maior restrição de crédito. 

"O momento é bastante desafiador, com queda na atividade econômica. Normalmente, a concessão de crédito (em um cenário como o atual) fica mais complexa em meio a empresas com situação mais difícil", avaliou.