Hans Vestberg. Foto: divulgação.

A Ericsson anunciou nesta segunda-feira, 19, que fará no Brasil no ano que vem o seu primeiro teste de redes de telecomunicação móvel de quinta geração (5G).

O projeto faz parte do cronograna da agenda digital da companhia sueca, divulgada à presidente brasileira Dilma Rouseff, que visitou a sede da fabricante em Estocolmo.

O teste da 5G será feito em conjunto com a América Móvil, que controla a marca Claro no país, durante o ano de 2016. O projeto envolverá tecnologias de aplicação da nova rede em parceria com operadoras e ecossistema, colocando instituições acadêmicas, agentes de saúde, energia e agricultura para testar as funcionalidades da conexão em uma rede ao vivo.

O desenvolvimento do 5G no Brasil envolverá tecnologias como Mimo, sistemas de 5G com design transceptor com várias antenas em estações rádio base e terminais de usuários, e D2D, controle e provisão da qualidade de serviço em sistemas 5G, que possibilitará taxas de bits mais elevadas.

Ambas as linhas de pesquisa serão conduzidas em colaboração com a Universidade Federal do Ceará (UFC).

Para Hans Vestberg, presidente e CEO da Ericsson, o foco da parceria com o Brasil é entender como os sistemas serão usados tanto pela sociedade quanto pela indústria, com o plano de ter redes comerciais prontas em 2020.

"O primeiro sistema de testes de 5G no Brasil é uma demonstração clara da nossa vantagem competitiva, e, ao mesmo tempo, uma forma de levar a pesquisa para fora dos laboratórios e para redes de teste ao vivo”, afirmou o CEO.

Além disso, a Ericsson e a América Móvil também irão implementar um sistema de testes para Internet das Coisas (IoT), possibilitando que as indústrias brasileiras e o setor público testem e se preparem para a conexão de dispositivos.

"Essa iniciativa vai focar, especificamente, em aplicações de baixo consumo de bateria, como sensores de baixa potência para áreas remotas", afirmou a Ericsson em nota.

A partir de 2017, a companhia sueca terá um projeto de Cyber-Physical Systems com a USP e Unicamp, desenvolvendo redes que se comunicam sem intervenção humana, com comunicação autônoma baseada em sensores.

"Eles poderiam, por exemplo, fornecer a base para sistemas rodoviários que se comunicam com autoridades rodoviárias em casos de emergência, sistemas de clima, que monitoram as condições da estrada, e carros autônomos", destacou Vestberg.