Paolo Chiarlone, CEO da Qiwi. Foto: Divulgação.

A Qiwi, fornecedora de terminais de pagamento, vai investir R$ 35 milhões em um projeto de expansão no Brasil.

O processo marca uma segunda fase da companhia no país. Apesar de ter iniciado uma operação em 2012, a Qiwi trocou grande parte de sua diretoria no ano passado.

O novo CEO da empresa, Paolo Chiarlone, atuou como CIO do Grupo Positivo entre 2013 e 2015. Ele também foi CIO da SABB Coca-Cola (hoje Leão Alimentos e Bebidas).

A Qiwi, que foi fundada na Rússia e tem sede no Chipre, investirá R$ 15 milhões na implantação de mais de 1 mil terminais de autoatendimento e serviços de pagamento para a expansão no Brasil. 

O plano também inclui um aporte de capital de R$ 20 milhões com foco no crescimento rápido da operação até o final de 2017. 

A expectativa da Qiki é faturar R$ 30 milhões até o final de 2016. Com os contratos já fechados e negociações em andamento, a meta é fechar 2017 com um faturamento bruto na faixa de R$ 800 milhões.

O projeto de expansão é focado no varejo, com a instalação de equipamentos de venda assistida (PoS) para a recarga do cartão de transporte coletivo. Além de estações de transporte, a empresa busca locais de grande circulação - como shoppings e aeroportos - para instalar as máquinas.

Os terminais de autoatendimento da marca contam ainda com serviços como recarga de celular, compra de créditos para jogos digitais, realização de doações para organizações de caridade e compra de ingressos, entre outras facilidades.

Para isso, a Qiwi tem parcerias com empresas como Vivo, Oi, Claro, Tim, Nextel, Norton, Kaspersky, League of Legends, Steam, AACD e Instituto Ronald McDonalds.

Entre as empresas de transporte coletivo, a Qiwi tem acordos com SPTrans, RioCard, Sou Diadema, Osasco Bem e outras.

“Hoje os terminais têm aceitação diferente em cada estado brasileiro. Em São Paulo o autoatendimento já é uma realidade, mas nosso plano é atuar nacionalmente. Estamos há dois anos em território brasileiro e realizamos estudos de mercado para tropicalizar as nossas tecnologias e atender as necessidades do usuário”, afirma Paolo Chiarlone, CEO da Qiwi.

Como uma empresa de intermediação, a Qiwi recebe uma taxa das transações realizadas nos terminais. A companhia também aluga e vende terminais.

A empresa também lançará um novo equipamento para o projeto de crescimento no Brasil. O Qbus é um terminal de recarga que aceita cédulas e moedas e foi preparado exclusivamente para ser instalada dentro dos ônibus. 

No Brasil, a empresa fechou um acordo para fabricação local com uma empresa paulista de nome não revelado. A Qiwi está presente em mais de 170 mil pontos mundialmente.