Antônio Brunetti. Foto: Baguete.

A HP quer impulsionar o mercado de workstations no Brasil, apostando no lançamento de sua nova linha Z como um possível estopim para este crescimento.

Já lançada no exterior, a família Z de workstations é formada por três novos desktops (Z840, Z640 e Z440), dois notebooks (ZBook 14 G2 e 15 G2) e dois ultrabooks (ZBook 17 G2 e 15u), todos compostos por configurações avançadas para o segmento.

Segundo Augusto Rosa, head de PC Commercial da HP no Brasil, o plano com a nova linha é ganhar fatias maiores de mercado. Segundo dados da companhia, a marca lidera o mercado desse tipo de equipamento no país, cujo mercado representa vendas de 4 mil unidades por trimestre.

Entretanto, segundo o executivo da multinacional, o Brasil tem um grande potencial para ampliar os números de comercialização destes equipamentos.

“Quando olhamos para países mais desenvolvidos, como Alemanha, França ou Estados Unidos, esse mercado é muito maior, porque o conhecimento sobre o equipamento é mais difundido”, comenta Rosa.

De acordo com o executivo, o mercado brasileiro de workstations representa 1% das vendas de PCs da marca no país. Em países onde as máquinas são mais conhecidas, esse índice pode chegar a 8%.

“Estamos trabalhando para desenvolver esse mercado no Brasil. Esperamos triplicar o número de vendas de workstations em dois anos”, destaca Rosa.

Para ele, o objetivo de quem compra um desktop de alta performance é usar aplicações exigentes, como softwares de CAD ou da Adobe. Segundo Rosa, esses clientes podem ter, com a workstation, uma solução mais apropriada.

Conforme aponta a HP, segmentos como arquitetura, engenharia, design, cinema, saúde e geoprocessamento são os que mais adquirem workstations para seus ambientes de trabalho, com demandas específicas.

“Muitos clientes que hoje compram um desktop comum com configurações avançadas poderiam ter um melhor custo-benefício usando workstations. Quando detectamos isso, oferecemos o equipamento para testes”, explica Rosa.

Por outro lado, a empresa também está de olho em levar estes produtos para outras verticais. Um exemplo citado por Rosa é o setor financeiro, que tem usado workstations para gerir transações. Além disso, empresas menores também estão na mira.

“O próprio nome pode fazer o consumidor achar que a workstation é um equipamento caro e exclusivo para grandes corporações, mas é possível encontrar máquinas a partir de R$ 4,6 mil reais. Em comparação com pcs de alta performance, o valor não é alto”, afirma Antônio Brunetti, gerente de categoria de Workstations da HP Brasil.

Dentro da linha de workstations é possível encontrar máquinas de R$ 150 mil, mas, segundo Brunetii, até usuários domésticos podem ter as máquinas de entrada como uma solução ideal.

No caso da linha Z, os desktops saem de preços a partir de R$ 6.999 e os notebooks a partir de R$ 7.999, um preço bem acima dos preços médios para o consumidor.

“Hoje, com a popularização de câmeras e até celulares que gravam em 4K, as pessoas que tem hobbies ligados ao departamento de imagem acabam lidando com arquivos muito pesados e que exigem muito do computador durante a edição”, explica Brunetti.

*Júlia Merker viajou a São Paulo a convite da HP.