Rodrigo Krug. Foto: divulgação.

A Cliever, fabricante de impressoras 3D sediada no Tecnopuc, quer incomodar os nomes grandes do setor, com planos de levar suas tecnologias para clientes com maior necessidade de desempenho, mas com preços competitivos em relação às impressoras 3D high-end, geralmente importadas.

No mercado há três anos, a empresa iniciou com equipamentos de entrada, com preços na faixa dos R$ 5 mil reais. Segundo Rodrigo Krug, diretor da Cliever, a nova linha - chamada L2 - representa uma nova estratégia para a companhia.

"Na faixa das impressoras 3D mais baratas, o mercado se tornou uma guerra de preços, com equipamentos saindo por até US$ 300. Por isso resolvemos manter os preços acessíveis, mas aperfeiçoar a performance dos produtos", afirmou Krug.

A nova linha, terceira geração da fabricante, foi produzida para suprir as necessidades dos clientes mais exigentes se assemelhando a produtos só encontrados fora do país e com valores na casa dos US$ 60 mil.

No final de 2013, a empresa recebeu um aporte de valor não divulgado, vindo dos fundos IBGEN, Indextech Management, Produttare e os empresários independentes Marcello Beltrand e Taylor Guedes. Os oito investidores adquiriram 20% do capital da empresa.

Segundo Krug, o mercado brasileiro tem um abismo entre os preços das impressoras mais simples e as de alto padrão. É neste espaço que Krug quer impulsionar os negócios da companhia, que em 2014 vendeu cerca de 450 máquinas em 2014, faturando R$ 1,2 milhão.

"O plano para 2015 é chegar a um faturamento de R$ 3 milhões. Apostamos nestes novos produtos para impulsionar nossos negócios", avalia o executivo.

Embora não se encontram dados sobre os valores movimentados neste mercado no Brasil, globalmente a impressão 3D já rende um total de US$ 4 bilhões, com potencial de crescer mais 500% até 2019, segundo a consultoria Canalys.

Com a nova linha, com preços entre R$ 9,5 mil e R$ 14,5 mil, a empresa espera fazer um pouco de barulho frente a algumas linhas de gigantes do setor como a Stratasys, companhia que concentra boa parte do mercado, com um faturamento médio anual de US$ 3 bilhões.

Diferentemente da Stratasys, que atende grandes clientes e já aposta em equipamentos específicos para verticais, como medicina, o foco da Cliever é atrair companhias de pequeno e médio portes e apresentar as vantagens da impressão 3D.

"Vamos manter nossos equipamentos mais baratos para quem quer iniciar o uso de impressão 3D, mas agora vamos também atender e mirar clientes mais exigente. Inclusive, empresas que já são nossos clientes ficaram interessadas em fazer um upgrade para os novos produtos", afirmou Krug.

Atualmente a empresa conta principalmente com um modelo de vendas direto, mas já ensaia uma expansão via canais, que deve evoluir em 2015, de acordo com Krug. Atualmente tem representantes de vendas em São Paulo e Minas Gerais. A estrutura de vendas, suporte e fabricação fica na sede em Porto Alegre.