Givanildo Luz.

A Saque e Pague fechou um acordo para comprar caixas eletrônicos da Perto.

Em nota a Perto não informa dimensão da encomenda. Procurada, a Saque e Pague também não dá maiores detalhes, nem revela se a Perto será a única fornecedora da Saque e Pague.

De concreto, a Saque e Pague diz apenas que o contrato está em “fase inicial” e que apenas foi instalado um terminal, em um posto de combustíveis de Porto Alegre.

"A partir de agora estaremos levando todas as funcionalidades e facilidades da rede através dos equipamentos desenvolvidos pelo fabricante Perto e que foram customizados à Saque e Pague”, destaca Givanildo Luz, diretor-presidente da Saque e Pague, dando a entender que se trata de uma relação de longo prazo.

Até agora, as máquinas da Saque e Pague eram fabricadas somente pela Diebold, que possui cerca de 44% do mercado de caixas eletrônicos no Brasil e trabalha com todos os principais bancos do país.

A Saque e Pague já fornece caixas para os bancos estaduais do Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Sergipe e Pará. Além dos bancos, outra frente são acordos fechados diretamente com estabelecimentos. 

Ao todo, a empresa tem cerca de 400 caixas em operação.

O diferencial dos ATMs da Saque e Pague é a capacidade de “reciclar” cédulas, fazendo com que notas utilizadas para pagar uma conta ou agora fazer um depósito sejam disponibilizadas imediatamente para saques de outros consumidores.

Para um estabelecimento como um posto de gasolina, por exemplo, colocar seu dinheiro físico num caixa da Saque e Paque significa se livrar da responsabilidade de gerenciar a segurança desse dinheiro.

A Saque e Pague tem feito acordos para dotar os caixas de serviços que outros players não oferecem.

Eles vão desde a possibilidade de fazer depósitos nas contas do Vivo Zuum, serviço de pagamentos móveis criado pela Vivo e Mastercard, até a transferência de dinheiro para contas correntes para pessoas que não tem elas mesmas uma conta bancária (um contigente de 55 milhões no país).

O uso de caixas com a capacidade de reciclar células já é discutido entre bancos brasileiros há uma década, mas nunca decolou.

A Saque e Pague está fazendo a aposta mais ousada no tema: a meta para este ano é dobrar o número de caixas, para 800.

No passado, a empresa havia divulgado o objetivo é ter instaladas 3 mil unidades até 2017, por meio de um plano de investimento de R$ 20 milhões. 

A companhia é o novo empreendimento de tecnologia do no grupo Ernesto Corrêa, que em 2014 fechou a venda da processadora de cartões GetNet para o Santander por R$ 1 bilhão.

Além do cacife de Correa, a Saque e Pague reforçou seu posicionamento vendendo no final de agosto do ano passado 40% da empresa para a Stefanini.

Segundo Givanildo da Luz, presidente da Saque e Pague, a aliança vai agregar ao portfólio Saque e Pague um leque de produtos inovadores que a Stefanini possui, tais como o processo de compensação de cheques por imagem, BPO e telecom.

A Perto, é a empresa de automação bancária e de varejo do Grupo Digicon, de Gravataí. A empresa possui uma planta industrial com mais de 44 mil metros quadrados em Gravataí, no Rio Grande do Sul, e escritórios em 22 cidades. Em 2016, a Perto inaugura sua fábrica em Jaipur,  na Índia.