SATÉLITES

Musk: plano é levar 3 mil pontos de internet para a Amazônia

20/05/2022 16:39

Bilionário está em agenda no Brasil, onde se reuniu com políticos e empresários.

Musk tem uma fortuna avaliada em US$ 289,4 bilhões pela Forbes. Foto: divulgação

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A SpaceX, fabricante de sistemas aeroespaciais do bilionário Elon Musk, deve fechar um acordo com o governo brasileiro para levar mais de 3 mil pontos de internet via satélite para a Amazônia.

De acordo com a revista Exame, o assunto foi discutido no encontro do americano com Jair Bolsonaro e com Fábio Faria, ministro das Comunicações, que aconteceu na tarde desta sexta-feira, 20.

Musk participou do evento Conecta Amazônia, organizado pelo ministério no interior de São Paulo, onde também estavam empresários como André Esteves, presidente do BTG Pactual. Na ocasião, foi feita uma simulação com um satélite da empresa.

Também entrou em pauta a utilização de satélites da Starlink, braço da SpaceX, para levar internet a 19 mil escolas rurais e indígenas.

Conforme o G1, Bolsonaro disse, após o evento, que o acordo é “início de um namoro” e não informou detalhes, prazos nem valores.

Segundo Faria, que vem mantendo uma agenda de reuniões com Musk desde o final do ano passado, os satélites teriam a função adicional de detectar o barulho de serra elétrica, o que ajudaria a saber se há atividade ilegal na Amazônia.

Questionado sobre como pretende garantir que a operação da sua rede de satélites na floresta promova a proteção ambiental e também a privacidade dos dados coletados, o empresário disse que a "Starlink tem uma forte política de privacidade", conforme aponta o Jornal Extra.

“Fazemos encriptação. Mesmo que queiramos, não sabemos qual é a configuração digital. Se tornamos isso possível para nós, então é possível para os outros. E sobre preservar e proteger a Amazônia, você pode produzir muitas imagens e vídeos para tentar entender o que está acontecendo. Você precisa dessa conectividade para entrar no grau afetado”, afirmou Musk.

O Brasil já tem mecanismos tecnológicos para monitoramento da Amazônia. Desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, recebe e processa os dados sobre perda de floresta.

As imagens são obtidas via satélite e o nível de precisão é de 95%, segundo o próprio instituto.

Em janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu o direito de exploração no Brasil de satélite estrangeiro não-geoestacionário de baixa órbita para a Starlink em todo o território brasileiro até 2027.

Os equipamentos da companhia custam R$ 3.365, fora os impostos. Já a mensalidade pelo serviço é de R$ 530.

Após receber a antena, o usuário instala o equipamento e o deixa por ao menos 30 minutos buscando o sinal entre o carrossel de 4 mil satélites da Starlink. Depois, se tudo correr bem, é estabelecida uma rede com velocidades entre 100MB e 500MB.

Os satélites são apenas uma parte da SpaceX, startup especializada em transporte aeroespacial que reaproveita foguetes usados para transporte de cargas.

Fundada em 2002, a empresa já realizou missões de turismo espacial, e enviou astronautas e suprimentos para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) pela Nasa.

Em 2008, no primeiro lançamento de um foguete da companhia, Musk enviou um carro da Tesla para o espaço.

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