Roberto Lima, novo presidente da Natura. Foto: Divulgação.

A Natura anunciou Roberto Lima como novo presidente da empresa. Ele substitui Alessandro Carlucci, que estava no cargo desde março de 2005. Lima, chairman no Brasil da rede Publicis Worldwide, assumirá o posto em 8 de setembro. 

O novo líder é ex-presidente da Vivo e do Grupo Credicard e já fez parte do conselho de administração da Natura. Antes, fez carreira na Accor, onde atuou por 17 anos chegou a vice-presidente. 

De acordo com comunicado da Natura, Carlucci comunicou já no final do ano passado aos fundadores da companhia a intenção de deixar o cargo que ocupou por dez dos 25 anos de carreira na empresa. Ele participará do processo de transição até o final do ano.

Lima deixa a Publicis Worldwide menos de uma ano depois de assumir a presidência da rede francesa no Brasil.

Em entrevista ao Meio&Mensagem, afirmou que, desde quando aceitou o convite para dirigir a operação da rede, os executivos internacionais da empresa já sabiam que sua passagem pela companhia seria curta. Sua grande missão, diz, seria integrar a forma de trabalho das diferentes agências do grupo.

Atualmente, se reportavam a Lima oito agências da Publicis Worldwide no Brasil: Talent, DPZ, Publicis Brasil, Salles Chemistri, Publicis Dialog, AG2 Publicis Modem, Digitas e Razorfish. 

Nos últimos meses houve dois processos de incorporação na rede: a QG foi absorvida pela Talent; e a Red Lion, pela Publicis Brasil. 

Lima chegou à agência em novembro do ano passado, um momento complexo, quando a Publicis estava no processo para virar o maior conglomerado de comunicação mundial a partir de fusão com a Omnicom.

Avaliada em mais de US$ 30 bilhões, a nova empresa se chamaria Publicis Omnicom Group, teria sedes em Nova York e Paris, com cerca de 130 mil funcionários e um acumulado de vendas de US$ 23 bilhões.

Em maio, a fusão entre as gigantes de comunicação foi cancelada. As empresas confirmaram a liberação de ambas as companhias de suas obrigações conjuntas e afirmaram que não serão pagas multas indenizatórias por nenhuma das partes.

Sobre a Natura, Lima afirmou que “não seria elegante” falar sobre os desafios na empresa antes de assumir o cargo, em setembro.

No segundo trimestre de 2014, a receita líquida consolidada da Natura cresceu 5,1% frente ao mesmo período de 2013 - 1,8% no Brasil e 22,9% nas operações internacionais. O EBITDA totalizou R$ 352 milhões e o lucro líquido R$ 176 milhões.